4 Competências de Inteligência Emocional que os empregadores procuram

4 Competências de Inteligência Emocional que os empregadores procuram

Daniel Goleman, autor do bestseller “Inteligência Emocional”, acredita que a inteligência emocional tem mais importância hoje do que quando escreveu o livro, em 1995.

“Eu diria mesmo, é mais importante hoje do que nunca. Eis o porquê.

Em primeiro lugar, porque o mercado global de trabalho está a exigir mais dos potenciais funcionários. E os melhores empregadores não são só os mais exigentes, como também estão à procura de licenciados de topo que tenham fortes competências de inteligência emocional.

Claro que ter elevados desempenhos nos estudos e as capacidades técnicas correctas continuam a ter importância, mas no mercado de trabalho atual, os melhores empregadores estão à procura de algo adicional.”

De acordo com Paul Wiseman, que escreve sobre economia na Associated Press, as empresas também querem licenciados com competências soft. As principais são:

  1. Trabalhar bem em equipa. 
    “Como um executivo uma vez disse a um consultor da McKinsey, “Nunca despedi um engenheiro por mau desempenho na engenharia, mas já despedi engenheiros por falta de trabalho em equipa.”
  2. Comunicação clara e eficiente. 
    “Isto requer uma forte empatia cognitiva, ou seja uma capacidade para compreender como a outra pessoa pensa. Claro que uma boa capacidade para ouvir é também importante.”
  3. Adaptar-se bem à mudança. 
    “Tal flexibilidade é sinónimo de uma boa autogestão, de boas interações com uma grande variedade de pessoas. Isto pode incluir clientes e colegas de trabalho de grupos ou culturas diferentes.”
  4. Pensar com clareza e resolver problemas sob pressão. 
    “Uma combinação de autoconsciência, de foco e de recuperação rápida do stress traduz-se num cérebro em ótimo estado para qualquer competência cognitiva necessária.”


As escolas profissionais estão atentas. A escola de gestão de Yale anunciou recentemente, que irá adicionar um teste de inteligência emocional ao seu processo de admissão.

No entanto, “as competências de inteligência emocional podem ser aprendidas. Pessoalmente prefiro a abordagem que o meu colega Richard Boyatzis tem na Case Western University’s Weatherhead School of Management. Boyatzis ensina os seus alunos de MBA como aumentarem as suas competências de inteligência emocional. Assim que aprenderem a como o fazer, continuarão a desenvolvê-las ao longo da sua carreira.”

Enquanto empregador, procura apenas conhecimento e experiência de trabalho ou, pelo contrário, fazem estas quatro competências também parte das caraterísticas que procura nos seus futuros colaboradores?

Fonte: Linkedin


Daniel Goleman é doutorado em psicologia pela Universidade de Harvard. Trabalhou durante vários anos como jornalista de investigação no The New York Times. Autor bestseller, o seu artigo What Makes a Leader figura como um dos 10 mais lidos de todos os tempos. Goleman é diretor do Consortium for Research on Emotional Intelligence in Organizations na Rutgers University. É ainda cofundador do Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning da Universidade de Illinois, em Chicago.