Não tem tempo para nada? Vive em luta contra o tempo? 7 medidas para voltar a ser dono do seu tempo

Não tem tempo para nada? Vive em luta contra o tempo? 7 medidas para voltar a ser dono do seu tempo

Está a ler e já a pensar que não tem tempo para ler este artigo até ao fim? A questionar-se se será demasiado extenso para o tempo que tem, ou não tem? Então este é o artigo certo para si. Pare um pouco e dê-se o tempo de o ler até ao fim.


Todos nos deparamos diariamente com a falta de tempo. O tempo é aquela coisa terrível que parece escorrer-nos entre os dedos e, mal nos descuidamos, já lhe perdemos o controlo e comprometemos a agenda que havíamos definido.

É um engano pensar que se trata de uma situação temporária, porque, assim que finalizar os projetos que tem em mãos, pouco tempo decorrerá até que surjam outros e volte à luta infernal contra o tempo.

Assim proponho-lhe uma abordagem diferente. Sugiro-lhe que:

1. Tome uma atitude positiva face ao tempo e à vida.
Adotar uma atitude positiva face à vida é natural em si ou, pelo contrário, já se apercebeu de que tem tendência para pender para o pessimismo, para o stress e para a ansiedade?

Se é o caso, não se preocupe, porque vai bem a tempo de se tornar no epitome do positivismo. Ser positivo só depende de si e da forma como se habituar a pensar. Sim, habitue-se. Sempre que der por si a ver tudo negro, pare, respire fundo e pense, com convicção, que com calma tudo se resolve. A vida só termina com a morte e, se pensar na sua equipa, na sua família, nos seus amigos, há sempre quem pode e está disposto a ajudá-lo, se realmente não tiver tempo para o prazo de uma tarefa que tem em mãos.

Aprenda a procurar o lado positivo em tudo o que acontece, nem que seja o facto de ter sido uma oportunidade para aprender com o sucedido e para garantir que terá muito melhor desempenho e sucesso no futuro.

Veja o que os líderes Ferreira de Oliveira, João Bento, Rui Miguel Nabeiro e Zeinal Bava partilham sobre como deve um líder reagir ao erro e adote uma atitude mais positiva.

2. Desenvolva um gosto verdadeiro pelo seu trabalho e persiga o seu sonho.
Gostar verdadeiramente do que se faz é meio caminho para que o tempo chegue para o que precisa de fazer e para que pare de procrastinar. Provavelmente, nem sempre será suficiente o habitual intervalo das 9h às 18h, mas sentir-se-á confortável, porque estará a fazer o que gosta e a perseguir o seu sonho. A motivação é tudo e, com ela, conseguirá fugir ao stress e à pressão do tempo e sentir-se satisfeito com o progresso do seu trabalho.

Não é possível? Detesta o que faz e, só de pensar em ir trabalhar ou se toca o telefone profissional, já sente a ansiedade a aumentar? Então pense no que realmente gostava de fazer e dedique-se a perseguir o seu sonho.

3. Estabeleça o que são as prioridades da sua vida.
Quando não respeitamos aquelas que são as prioridades da nossa vida e persistimos em deixar correr, não podemos esperar satisfação. O mais certo é que nos obriguemos a fazer por obrigação o que sentimos que tem de ser feito e que isso nos leve muito mais tempo do que se tivéssemos refletido e reorganizado o tempo de acordo com as nossas prioridades.

Se a família é a sua prioridade, pare de se recriminar porque chegou mais tarde por ter ido levar os seus filhos à escola, porque saiu algumas horas para ir a uma reunião de pais ou porque dedicou à família um fim de semana completo, quando tem tanto para fazer.

Se aceitar que determinado aspeto é prioritário na sua vida, abrace-o e integre-o na sua agenda. Vai ver que, se parar de se recriminar, mesmo que o faça algo inconscientemente, vai disfrutar muito mais desses momentos e, quando se dedicar à tarefa seguinte, se sentirá muito mais predisposto para ela, será mais produtivo e se sentirá muito mais satisfeito com a sua vida. E mais, isso vai-se refletir nos que o rodeiam e tomará um efeito replicador no ambiente em que se move.

4. Esteja consciente das opções que toma em termos de gestão do tempo.
É adepto das reuniões? Marca várias por semana e com agendas de trabalho infindáveis? Ou, pelo contrário, tem noção do tempo que pode e deve dedicar a cada assunto e agenda apenas as reuniões verdadeiramente necessárias, com agendas de trabalho realistas, é disciplinado em segui-las e não perde o foco no que ali os levou? Com isto, não quero dizer que se torne “polícia” da agenda de trabalho. É preciso ser flexível, pois, ao tentar gerir o tempo com rigor excessivo, estará a contribuir para aumentar os seus níveis de stress e ansiedade. 

Tenha consciência das opções que toma. Se, numa dada reunião, decide deixar o assunto resvalar para os resultados do futebol, para aquela partida de golf no fim de semana ou qualquer outro assunto extra-agenda que surja em conversa, assuma-o e disfrute esse momento com os que estão consigo e aceite o tempo que isso lhes vai tomar.

Aproveite bem o seu tempo e disfrute das opções que tomou.

5. Siga religiosamente algumas pequenas dicas habituais, mas que realmente fazem a diferença.
Estou a falar das muito apregoadas listas de tarefas por prioridades. Pode parecer-lhe uma perda de tempo, mas, nem que seja a caminho do seu local de trabalho pela manhã, pense no que precisa de fazer naquele dia e estabeleça prioridades. E seja completo. Os telefonemas e os emails que tem para receber, redigir e enviar levam-lhe tempo. Por isso, não se esqueça de os incluir na lista de tarefas do dia.

O ideal será colocar a lista por escrito e ir retirando as tarefas/compromissos à medida que as for realizando. Desta forma, sentirá que o seu dia foi produtivo, terá uma visão geral do progresso que fez e ser-lhe-á muito mais fácil verificar se precisa de fazer acertos no dia seguinte, seja na dimensão da lista (mantenha-a realista ou corre o risco de cair na frustração e negativismo), seja no tempo (e distrações que se concedeu) que despendeu em cada tarefa.

6. Desacelere e dê-se tempo.
Já se colocou a questão: não estarei a viver uma espiral de urgências? Não estarei a ficar viciado no acelerar da execução das tarefas? Há um equilíbrio na minha vida ou vivo quase exclusivamente para o eu profissional?

Cada vez mais se comprova que conceder a si próprio pausas e dedicar algum tempo a atividades de que gosta, preferencialmente físicas, caso o seu trabalho seja essencialmente mental, o ajuda a sentir-se equilibrado, com energia e boa disposição.

Dê-se tempo. Dê-se tempo para aprender, para fazer aquela formação, para ler e aprender com os outros, para uma ida ao ginásio, para uma corrida, um desporto de grupo, algo que o mantenha ativo, que o ajude a “desligar” por algum tempo de todos os afazeres profissionais e lhe provoque uma sensação de satisfação e bem-estar.

Vai ver que, ao dar-se tempo, ganhará tempo e disposição para se concentrar no trabalho e conseguir ter aquela ideia, aquela solução que não estava a conseguir descortinar.

7. Seja feliz.
O que tem a felicidade a ver com a gestão do tempo? Tudo!
Se se sentir satisfeito com o seu trabalho, se as suas prioridades forem claras e as respeitar, se aprender a relaxar, a estimar-se e a perseguir os seus sonhos, o tempo será muito mais seu amigo e vai conseguir controlá-lo melhor, acabar com o stress crónico e sentir-se feliz.


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Fátima Rodrigues é gestora do Portal da Liderança e editora de conteúdos da Leadership Business Consulting, tendo sido coordenadora editorial da área de business do grupo Almedina e lecionado na Congrégation Saint-Joseph de Cluny. Esteve ligada vários anos ao Conselho da Europa, onde exerceu funções de formadora do GERFEC em relações interculturais e interreligiosas em contexto corporativo e social. É fundadora e administradora geral projeto online de fomento à leitura Segredo dos Livros.