Somos todos líderes, mas uns têm mais seguidores que outros

Somos todos líderes, mas uns têm mais seguidores que outros


“Se as suas ações inspiram outros a sonharem mais, a aprenderem mais, a fazerem mais e a tornarem-se mais, então é um líder.”
John Quincy Adams (1767-1848), advogado e político americano, foi o 6.º presidente dos EUA. 

Todos somos líderes, seja por opção ou por defeito. Somos todos líderes de uma forma ou de outra, porque influenciamos alguém. Não é algo que está no ar ou se adjudica a outra pessoa. Cada um de nós tem a responsabilidade de liderar, inspirar e ter um impacto em quem nos rodeia.

Uma das coisas mais poderosas que podemos fazer é trabalhar as nossas capacidades de liderança. É importante que aprendamos o que é preciso para ser um grande líder. Basta pensarmos nos líderes que nos inspiram, e as qualidades tornam-se óbvias.

É usual pensarmos nos líderes como sendo pessoas dinâmicas e carismáticas que apelam a cada um de nós a seguir o seu comando, de forma bastante cativante. No entanto, muitas vezes os grandes líderes são mais sossegados e reservados, e levam-nos a agir de forma subtil e mais indireta.

A liderança não é apanágio de uns poucos. É um processo que as pessoas comuns utilizam quando trazem ao de cima o melhor delas próprias e dos outros. Os verdadeiros líderes ajudam os outros não só a verem como são mas também aquilo em que podem tornar-se.

O desenvolvimento da liderança é um percurso para a vida. A liderança pode ser vista como formação e crescimento pessoal. É preciso enfoque, tempo e muito esforço para se tornar no grande líder que visionalizamos. A liderança e a aprendizagem andam de mãos dadas.

No sentido de atingir um verdadeiro estilo de liderança, devemos ser capazes de desenvolver certas características. A Universidade de Santa Clara (Califórnia, EUA) e o Tom Peters Group avançaram recentemente com as características que são fundamentais num líder:

Ser honesto. Mostrar sinceridade, integridade e franqueza em todas as ações. Ter um comportamento enganoso não inspira confiança.

Ser competente. As nossas ações devem ser baseadas na razão e em princípios morais. Não tomar decisões baseadas em desejos ou sentimentos imaturos.

Ter visão. Estabelecer metas e ter uma visão do futuro – visão que deve estar presente em toda a organização. Os líderes eficazes visualizam o que querem e como o obter. Por norma determinam prioridades com base nos seus valores básicos.

Ser inspirador. Mostrar confiança em tudo o que fazemos. Ao mostrar resistência e vigor mental, físico e espiritual estamos a inspirar outros a alcançarem novos marcos. Assuma o controlo quando necessário.

Ser inteligente. Ler, estudar e procurar tarefas que nos desafiem.

Ser correto. Ter um tratamento justo para com todas as pessoas. O preconceito é inimigo da justiça. Mostre empatia, ao ter em atenção os sentimentos, valores, interesses e bem-estar dos outros.

Ter uma mente aberta. Procurar a diversidade.

Ser corajoso. Ter a perseverança de atingir objetivos, independentemente dos obstáculos aparentemente intransponíveis. Exiba uma calma confiante quando está sob stress.

Ser íntegro. Usar o bom senso para tomar boas decisões na hora certa.

Ser imaginativo. Fazer mudanças oportunas e apropriadas na forma de pensar, nos planos e nos métodos. Mostrar criatividade ao pensar em novos e melhores objetivos, ideias e soluções para os problemas. Ser inovador!

Como pode ver, nada do que acabou de ler é impossível de atingir, mas requer prática e uma grande quantidade de tempo. Então, o que vamos fazer com esta informação? – Vamos recentrar os nossos valores fundamentais e dedicar o tempo a tornarmo-nos pessoas melhores, e as características de liderança vão acabar por se manifestar.

De vez em quando, precisamos de parar e olhar para trás para ver quem está a seguir-nos, e perguntarmo-nos: o que é que esta pessoa precisa que eu seja hoje – um treinador, um professor, um decisor, um apoiante, um ouvinte ou um servidor? É que a grande liderança é abrangente.

Assim, e tendo estes conceitos em mente, tem noção de até onde a sua equipa está disposta a segui-lo? Qual o grau de confiança que os seus colaboradores têm em si? No sentido de ter melhor perceção, experimente fazer o survey “ Inspira confiança nos outros?”.

28-04-2017

Fonte: Standard Examiner