É comprometido ou sonhador? Melhore o seu compromisso e assuma-se um líder empreendedor

É comprometido ou sonhador? Melhore o seu compromisso e assuma-se um líder empreendedor

  
Haverá alguém capaz de inspirar, motivar e cativar sem acreditar verdadeiramente no que apregoa? E existirá liderança eficaz sem que seja acompanhada de um líder comprometido? Mas como tornar-se num líder mais comprometido?

Stephen Gregg, chairman e CEO da Ethix Corp. disse um dia que “As pessoas não seguem líderes que não se comprometem. O compromisso pode ser demonstrado de inúmeras formas como incluir o número de horas de trabalho que escolhe manter, a forma como trabalha para aperfeiçoar as suas capacidades, ou o que faz pelos colegas de trabalho, à custa de sacrifício pessoal.”

O que Stephen estava a dizer é que, se não se comprometer, nunca conseguirá ser realmente líder de nada. Pode gerir equipas, empresas, pessoas, mas não conseguirá liderá-las. Para tal, e tendo em conta que não há empresas sem equipas de pessoas, terá sempre de conquistá-las, para que estas o sigam. De outra forma, estarão consigo apenas temporariamente e sentir-se-ão, elas sim, quase como equipas de verdadeiras máquinas, às quais damos instruções que esperamos sejam processadas.

Para Stephen, o compromisso é apreendido pelas suas pessoas através do exemplo que lhes dá e pelo grau de empenho que dedica à causa.

Continua com dúvidas do que é mesmo ser comprometido?

John C. Maxwell diz que o compromisso tem um significado diferente para cada pessoa. Segundo este:

Para o lutador, é levar alguém ao tapete uma vez mais do que as que foi derrubado. Para o maratonista, é correr mais 10 km depois de as suas forças se terem esgotado. Para o soldado, é subir ao monte, sem saber o que está do outro lado. Para o missionário, é dizer adeus ao seu próprio bem-estar para melhorar a vida dos outros. Para o líder, é tudo isso e mais, porque todos aqueles que lidera dependem de si.”

Já ouviu falar na Lei da Adesão? Esta diz que as pessoas aderem primeiro ao líder e só depois à visão.

Pare um pouco e pense. Qual o meu nível de compromisso?

John C. Maxwell diz que, quando falamos em compromisso, existem quatro tipos de pessoas:

  • Os que desistem.

Pessoas que não têm quaisquer objetivos e não se comprometem.

  • Os que lhe resistem.

Pessoas que não sabem se são capazes de alcançar os seus objetivos, por isso têm medo de se comprometer.

  • Os que desistem dele.

Pessoas que iniciam a jornada rumo ao objetivo, mas que, quando as coisas ficam difíceis, desistem.

  • Os que se esforçam por ele.

Pessoas que estabelecem objetivos, comprometem-se com eles e pagam o preço para os alcançar.

Para se comprometer verdadeiramente, tem de o fazer primeiramente pelo coração, comprometer-se de corpo e alma. Depois, tem de se comprometer pela ação, vivendo o que diz diariamente. E, por fim, tem de se comprometer pela realização, nada o fazendo parar, independentemente de quantos percalços, dificuldades e frustrações tenha pelo caminho.

E se voltasse a perguntar-lhe se está comprometido com a sua organização, seria capaz de me responder com justiça que está comprometido pelo coração, ação e realização?

Se não consegue dizê-lo com justiça, não desespere, mas também não se acomode e pare lá com as festinhas à sua consciência. O “não consigo fazer mais” e o “dou o meu melhor” quando não são verdade, só servem mesmo para se enganar, porque, lamento, não lhe trarão quaisquer avanços ou resultados positivos!

Para que aumente o seu grau de compromisso, John C. Maxwell sugere que tome três simples medidas:

  • Meça-o

Embora possa achar-se comprometido com a sua organização, as suas ações podem indicar exatamente o contrário. Como diz Maxwell, “passe algum tempo a avaliar como gasta o seu tempo e onde gasta o seu dinheiro”. Pegue no extrato bancário e na sua agenda, mas inclua o tempo gasto em serviços, família, saúde, lazer… todo o seu tempo! Onde gasta mais tempo e mais dinheiro? O resultado será o seu verdadeiro grau de compromisso.

  • Saiba pelo que vale a pena morrer

Já se perguntou pelo que está disposto a morrer? Se tivesse de deixar de fazer uma das coisas que faz, do que não estaria disposto a abdicar, independentemente das consequências? Pare um pouco e pense sobre isto. Depois, anote as suas conclusões e compare-as com as suas atitudes. Batem certo ou nem por isso?

  • Utilize o método de Edison

Não se sente capaz de dar o primeiro passo para resolver os seus problemas? Já pensou em fazer como fazia Thomas Edison? Quando este tinha uma boa ideia para uma nova invenção, marcava logo uma conferência de imprensa para a anunciar. Depois, fechava-se no laboratório e avançava nesse sentido. Tem coragem para tornar públicos os seus planos e aumentar exponencialmente o seu grau de comprometimento com fazê-los acontecer? Não se acanhe!

Nunca se esqueça. Poderá acomodar-se e ficar na mesma, enquanto outro alguém avança. Como disse Ed Macauley, “um dia jogarão um com o outro e ele terá vantagem”. Sentir-se-á preparado para o jogo?


Fonte: “As 21 indispensáveis qualidades de um líder”, de John C. Maxwell

 


fatinha-portal-artigo1
Fátima Rodrigues é gestora do Portal da Liderança e editora de conteúdos da Leadership Business Consulting, tendo sido coordenadora editorial da área de business do grupo Almedina e lecionado na Congrégation Saint-Joseph de Cluny. Esteve ligada vários anos ao Conselho da Europa, onde exerceu funções de formadora do GERFEC em relações interculturais e interreligiosas em contexto corporativo e social. É fundadora e administradora geral do projeto online de fomento à leitura Segredo dos Livros. Mais informações aqui.