Mark Hull, Diretor de Gestão de Produto do LinkedIn: O meu pior erro - Ter ignorado o que era o importante

Mark Hull, Diretor de Gestão de Produto do LinkedIn: O meu pior erro - Ter ignorado o que era o importante

  
Mark Hull partilhou aquele que foi, no seu entender, o pior erro que cometeu na sua carreira profissional, na tentativa de que, caso se venha a encontrar numa situação semelhante, se lembre do seu exemplo e tome a decisão certa e não a sua pior decisão!

Continuarei a correr mais rápido; Perseguindo o meu eu feliz para sempre.” -- Lyle Lovett, “Her First Mistake”

“Todos têm uma história de terror favorita sobre o trabalho. O momento épico de um mau chefe. Uma reunião com um cliente arrogante. O dia em que tudo correu mal com um lançamento. Para a maioria de nós, é um momento no tempo, e no dia seguinte, começámos de novo.

Mas às vezes no dia seguinte, nada se alterou e a história repete-se. É fácil para os de fora darem conselhos como “Faz uma mudança e procura um novo emprego”, ou “Acomoda-te e aproveita.” Não existe nenhuma resposta certa.

O meu maior erro da minha carreira foi escolher uma oportunidade de trabalho por todas as razões erradas. Vi demasiado tarde que a sequência dos meus maus dias iria tornar-se numa experiência do tipo ciclo sem fim, até que a abandonei.

Eram vários eram os sinais no escritório de que os valores da empresa não estavam alinhados com os meus. Os meus colegas de trabalho lamentavam sobre as reuniões diárias de executivos que nos colocavam uns contra os outros, num exercício de atirar a culpa. Outros ficavam surpreendidos quando um líder dizia para não se preocuparem com os detalhes de um acordo, porque um contrato não valia nada após estar assinado”. Pouco era o interesse em lidar com as falhas na fundação da empresa ou no seu produto. Em vez disso, todos ajudavam a tapar os buracos para mais um dia.

Entrar nesta situação foi culpa minha.

Avaliava habitualmente as novas oportunidades de carreira com base em vários P’s:
  1. Pessoas: É uma grande equipa de pessoas que gostará de trabalhar comigo?
  2. Produto: É uma empresa focada no produto e que quer criar experiências fantásticas?
  3. Paixão: Tenho paixão pelo produto para conseguir dar toda a minha energia?
  4. Potencial: Existe potencial para criar um impacto significativo?
  5. Posição: Esta posição irá utilizar as minhas competências e abrir-me novas oportunidades?

Essa lista funcionava comigo. O problema é que ao aceitar este novo emprego, estava disposto a compor a lista de forma diferente. A minha lista resumiu-se a:
  1. Potencial...
  2. ...e o resto era um número 2 muito distante. Oops.


Estava a seguir o sonho errado. Olhei para a atração inicial do recrutador, aceitei o pitch da empresa “nave espacial” que estava desejosa pelo sucesso. O “desejosa” era verdade. O potencial da “nave espacial” é que não me iria ajudar a atravessar os dias de pesadelo, uma vez que os outros critérios não estavam lá. Foi um erro de carreira amador, mas é um erro comum que seduz muitos de nós.

A lição chave foi alinhar sempre a minha tomada de decisão com os meus valores e prioridades. Não ceda no que é mais importante. Na maior parte das vezes, não vale a pena, especialmente quando se refere a pessoas. Navegue com firmeza, independentemente das sereias que podem tentar guiá-lo no caminho errado.

Embora os seus critérios de tomada de decisão não sejam iguais aos meus, tem que ter um quadro de referência. Não perca os seus critérios de vista e compreenda o que é realmente importante para si.

Sem dúvida que terá as suas próprias histórias de terror no trabalho. Mas se escolher oportunidades de carreira alinhadas com seus valores, terá as recompensas e os incentivos necessários para chegar até melhores dias.”

Tem alguma história destas? Partilhe os seus comentários e ajude a comunidade a aprender com a sua experiência.

Fonte: Linkedin


Mark-HullIMark HullI é licenciado em jornalismo pela Pepperdine University e dispõe de um MBA em marketing e gestão pela University of California, Berkeley - Walter A. Haas School of Business. É Diretor de Gestão de Produto do LinkedIn e presidente e dono da Sakura Partners. No passado foi COO e co-fundador da Riley Inc., vice-presidente e diretor geral da CrowdStar, vice-presidente e gestor de produto da Vivaty Inc., vice-presidente, gestor de produto e marketing da iWin, Inc. e diretor e gestor de produto da Yahoo Community Services, Yahoo Games - Yahoo! Inc.