Porque é que os seus colaboradores o detestam? 5 Atitudes que desagradam aos colaboradores

Porque é que os seus colaboradores o detestam? 5 Atitudes que desagradam aos colaboradores

É do conhecimento geral que, embora o terror funcione, é conquistando os seus colaboradores que consegue uma liderança inspiradora, causadora de impacto prolongado nas pessoas que reúne e, consequentemente, nos resultados que alcançam.

Mark Sanborn, conhecido orador americano na área da gestão e liderança, lembra a sua experiência pessoal de ter trabalhado numa empresa cujo CEO era conhecido por controlar avidamente as horas de trabalho dos seus empregados. Este estava atento a quem chegava cedo e a quem saia tarde, achando que os que não o faziam eram uns preguiçosos.

Este conta que “nunca ninguém me disse quão curta era a sua visão. Em vez de recompensar os resultados, recompensava o tempo que passavam sentados no escritório. Em vez de se focar nos objetivos, fazia-o com as horas de entrada e de saída do pessoal. A maioria de nós detestávamos esta cultura, mas nunca ninguém reclamou”.

Quantos dos seus comportamentos são tidos como maçadores pelos seus colaboradores e que, como nunca o manifestaram, não tem conhecimento?

Sanborn referiu cinco erros de liderança que considera serem odiados pelos trabalhadores:

1. Recompensar pelos motivos errados
“O que se recompensa acontece. Trata-se de um cliché de administração mas está completamente certo. Onde focar mais a sua atenção será onde os seus colaboradores farão o mesmo. O que destacar e recompensar é o que é feito com maior frequência. Assim é fundamental que se foque nos resultados e não seja como o executivo de que falei anteriormente e que confundia a atividade com os resultados.”

2. Não ouvir
“Inclui quando os seus colaboradores lhe falam de algum problema ou situação mais delicada em que provavelmente não costuma estar atento. É muito fácil deixar-se distrair e não ter uma atitude séria face à questão. Contudo, tornar-se num bom ouvinte não é difícil. Quando um colaborador vai ter consigo para falarem, desligue os alertas de email, feche a porta e coloque o computador em modo de hibernação. Dê-lhe toda a sua atenção. Este sentirá que o valoriza e a interação entre ambos aumentará.”

3. Não reconhecer o trabalho dos seus colaboradores
“A Brittney era diretora financeira da empresa de um cliente meu. Era agradável ao trato e tinha a capacidade de captar a sua atenção para os seus “contributos”, mesmo que muitos deles não fossem relevantes no negócio. A maior parte dos colaboradores detestavam a sua altivez mas o executivo notava os seus esforços, uma vez que esta tornava difícil não os verem. Muitas vezes os líderes não prestam atenção a quem é realmente boa no seu trabalho.

O grande do trabalho é feito muitas vezes atrás das trincheiras e fora dos focos do executivo. O brilho dos que se autopromovem não cega os grandes executivos. Estes estão atentos às pessoas que fazem um bom trabalho e destacam-nas. É assim que se dá a devida atenção aos que trabalham bem e se lhes faz saber que se está agradecido por poder contar com eles. Não se deixe absorver por aqueles que passam o tempo a tentar promover-se aos seus olhos, em vez de gerar resultados.”

4. Ter uma péssima atitude
“O Bill é um executivo que se queixa constantemente de quão maus são os seus colaboradores e o serviço ao cliente. Este subestima e repreende até os maiores esforços da equipa, queixando-se constantemente de como estes não tratam bem os clientes. Escapa-lhe, no entanto, a ironia.

As atitudes que tomamos são contagiosas. Os líderes são especialmente influenciadores do humor das pessoas da sua equipa. Não espere que os demais sejam mais otimistas do que você e que tratem melhor os clientes do que você os trata. Lembre-se, a sua atitude é contagiante, pelo que deve analisar a forma como atua e trabalha em cada dia.”

5. Não conseguir controlar o que diz
“Um jovem empreendedor a que vou chamar Bob, adorava partilhar informação confidencial sobre outras pessoas. Num convívio pós-laboral, partilhou algo que alguém dos recursos humanos tinha contado sobre um colega que não estava presente nessa noite. O que disse desta era bastante desagradável. O colaborador de que falou, que era considerado um membro produtivo e valioso na empresa, soube desta traição e deixou a organização pouco tempo depois.”

Não pense que a confiança pode ser compartimentada. Se é conhecido por ser pouco confiável no campo pessoal, poucos confiarão em si no campo profissional. Se as pessoas não confiarem em si também não irão comprometer-se consigo nem com a sua empresa.

Se quer saber porque é que a sua equipa não está satisfeita, esforce-se por ganhar a sua confiança e por estar mais disponível quer às boas quer às más notícias. Pergunte-lhes o que realmente pensam e, mais importante ainda, oiça-os.

Fonte: Mark Sanborn