Sete dicas de liderança a reter de 2018

Sete dicas de liderança a reter de 2018

Reunimos os melhores conselhos sobre a arte de bem liderar no ano que agora termina numa lista de sete dicas, que passamos a apresentar.

Há conselhos sobre liderança que parecem óbvios. Alguns até são coisas que aprendemos, por exemplo, no jardim de infância, como saber dizer “por favor” ou “obrigado”. Mas, de vez em quando, deparamos com algumas pérolas de sabedoria reais – e relevantes –, o tipo de orientação que não se encontra numa livraria ou num blog. Foi com base nesta premissa que a revista Inc. reuniu sete das melhores dicas de liderança de 2018. 

1. É altura de investir no bem-estar dos funcionários 

Carey Smith, fundador da empresa Big Ass Solutions (produtos de ventilação), em Lexington, no Kentucky, EUA, afirma que qualquer empresa terá um ROI duradouro se fizer um grande investimento na saúde dos funcionários. O responsável insta as empresas a fornecerem não só seguros de saúde como também uma clínica no local de trabalho com consultas gratuitas e enfermeira permanente, e ainda um refeitório onde é servida comida saudável.

2. Livre-se da maioria das reuniões
Uma das alegrias de ser fundador de uma empresa é poder formar a sua cultura – e ter a certeza de que não cai nas armadilhas de gestão que têm assolado ao longo de décadas as companhias em crescimento. Stewart Butterfield, cofundador da Flickr e, recentemente, fundador e CEO da Slack, empresa cujo software de comunicação, com o mesmo nome, permite às empresas comunicarem em grupo via chat, diz que vê a plataforma Slack como um antídoto para as culturas de trabalho disfuncionais que são atormentadas por demasiadas reuniões, que muitas vezes levam a lado nenhum. Até porque “há maus hábitos em alguns locais de trabalho que se desenvolvem em torno do controlo da informação – pessoas que a acumulam, ou apenas divulgam pormenores a poucos colegas como forma de preservarem o seu próprio poder”.

3. Trabalhe com o cliente ideal em mente
Na corrida pelas receitas, ou para aumentar o número de clientes, pode ser fácil deixar cair ideais ou simplesmente fazer o que precisa de ser feito para fechar uma venda. A empreendedora Maria Haggerty relembra por que vale a pena concentrar a visão no seu cliente ideal, apesar das pressões para agradar a todos. Haggerty aprendeu esta lição ao observar como um CEO seu cliente, de uma marca de moda, reformulou a empresa em torno do cliente final ideal – as mulheres que compram as peças de roupa. Desta forma, o CEO alinhou os trabalhadores em torno de um propósito claro. O que inspirou Maria Haggerty a fazer o mesmo no seu negócio, a Dotcom Distribution, uma empresa de logística de comércio eletrónico. “Nós não podemos esperar ter sucesso a longo prazo se a nossa equipa não proporcionar a experiência de marca que os nossos clientes querem, por sua vez, dar aos clientes deles”, afirma.

4. Se não sabe o seu “porquê”, vai ter problemas
Simon Sinek, guru de liderança e autor do livro “Start with Why”, quando questionado sobre exemplos de empresas que tiveram de mudar o seu “porquê” ou propósito, responde que “não pode mudar o seu porquê”. E adianta que “a única maneira de o mudar é se tiver sido dizimado ou destruído. Por norma, quando as empresas o alteram, é porque tomaram tantas decisões na direção errada que foram forçadas a mudá-lo. Ficou tão distorcido que tiveram de o recuperar. A Gap fê-lo e o Walmart também”. 

5. Se não sabe o seu papel como líder, vai ter ainda mais problemas
Michael E. Gerber, autor de “The E-Myth Revisited” (best seller com mais de 5 milhões de cópias vendidas), diz que o líder é a pessoa que “define e comunica a missão da organização – um protótipo do que será quando o sonho se tornar realidade, e tem a responsabilidade de fazer isso acontecer”. Gerber, que passou a carreira a estudar e a orientar empresários, tem um talento especial para pegar no complexo processo de construção de empresas e colocar questões como: que realidade criou? É uma realidade que reflete o sonho original, ou que se tornou distorcida? Está aos comandos daquilo que criou, ou a atual realidade é que manda em si? 

6. Saiba sempre o que os seus melhores funcionários querem dos postos de trabalho
O autor David Finkel conta a história de um empresário que fica chocado e zangado quando dois funcionários de topo deixam a sua organização num momento crítico, sem ele estar à espera, para ilustrar um ponto cego essencial em muitos líderes: estão tão focados em perseguir o que pretendem que por vezes se esquecem de perguntar aos colaboradores-chave o que estes querem/esperam dos seus cargos.

7. Se quer um grande desempenho dos colaboradores comece com expectativas claras
Um colunista da Inc. pediu a empreendedores e CEO que partilhassem dicas sobre o que os ajudou a fazerem o seu trabalho. A surpresa vem de um executivo que afirma ter aprendido o que não fazer ao observar Steve Jobs. James Green, empreendedor em série, diz que “Steve não definia expectativas para mim ou os outros trabalhadores”. E adianta que “vê-lo atuar fez-me reconhecer a importância de ter clareza e ser transparente com a minha equipa, e como é imperativo definir as expectativas e comunicar de modo eficaz com ela”.

27-12-2018 

Fonte: Inc.com