Quer ser o chefe favorito de todos? Siga 8 passos

Quer ser o chefe favorito de todos? Siga 8 passos

Nem sempre é fácil ser um líder valorizado e apreciado pelos funcionários. É um género de liderança que requer um toque leve e a capacidade de apagar fogos sem queimar pontes.

Adam Fine

Há traços valiosos muitas vezes esquecidos no local de trabalho, como ser diligente ou bondoso. Com esta ideia em mente, segue-se um guia a que os líderes podem recorrer para se tornarem chefes valorizados e apreciados pelos colaboradores. Nem sempre é fácil – este género de liderança requer um toque leve e a capacidade de apagar fogos sem queimar pontes. As oito dicas que se seguem são um bom começo.

1. Não tentar ser o chefe “fixe”
Ter autoridade e manter os pés na terra pode ser um equilíbrio difícil de manter, por isso é crítico haver limites. Embora existam inúmeras formas de se distinguir como líder, os gestos simbólicos ou superficiais significam pouco. Opte por atitudes diferenciadoras mais substanciais, como ser o primeiro a chegar e o último a sair, e manter um entusiasmo inabalável. Ao mesmo tempo resista ao impulso de se relacionar com os seus funcionários ao aparecer de forma casual para “ter apenas uma conversa” ou ao pedir para se juntar a eles ao almoço. Deixe as relações desenvolverem-se naturalmente e não se preocupe se é visto como amigo ou confidente – não é essa a sua função.

2. Lembrar-se que a equipa não é família
Considera os membros da sua equipa seus companheiros, até amigos próximos, mas não são uma família. Todas as empresas beneficiam com uma cultura saudável, mas não compare com a intensidade e a obrigação associadas à palavra “família”. O que não significa que não possa dizer piadas. E tente não introduzir e aplicar demasiados lemas ou regras complicadas. O capital humano e a cultura da empresa são vitais, aliás, a cultura pode impedir a negatividade.

3. Incentivar e acolher as críticas
Esta pode ser uma regra mais difícil de seguir para os líderes do que para o resto da empresa. São muitos os chefes bem-intencionados que tentam implementar um ambiente em que se recebe feedback construtivo, mas que depois perdem o foco e o poder de encaixe à primeira crítica ao seu desempenho por parte de um funcionário com boas intenções. Forneça à sua equipa um formato para abordar as questões que possam ser mais complicadas, e mostre-lhes que aprecia a honestidade e empenho nas melhorias ao aceitar as críticas com graciosidade.

4. Não ser um alvo
Enquanto líder tem a capacidade de escolher o seu grau de visibilidade. Há um meio-termo a ser atingido: esteja por perto o tempo suficiente para dar às pessoas algo de tangível para gostarem de si, mas esteja ausente o suficiente para não encontrarem nada a que objetar. Sempre que possível, nas reuniões gerais da empresa dê boas notícias, fale de desenvolvimentos interessantes, de novas contratações, etc. Experimente responder a perguntas, talvez algumas que tenha escolhido previamente via e-mail. Regule a sua presença com cuidado, e preste muita atenção ao tom das suas interações. Mesmo que tenha piada, não se sinta tentado a ser o chefe engraçado. Recorde-se que uma anedota pode ofender alguém ou até ofender a maioria.

5. Usar a concorrência como motivação
Se alguma vez sentir um burburinho, uma quebra nos ânimos ou um descontentamento geral, desviar a atenção para terceiros pode ser uma ótima maneira de minimizar a tensão. Passe um mês a falar de um concorrente e como cada um dos seus funcionários pode melhorar a vantagem competitiva da empresa ao adotar um “instinto assassino” e vontade de vencer. Vai lançar um produto, organizar uma conferência ou fazer uma aparição pública? – Crie uma narrativa que atraia a atenção dos colaboradores. Trata-se de uma saudável técnica de motivação, dado que muitas vezes as equipas têm um melhor desempenho quando se juntam para fazer face a uma força externa. As pessoas tendem a ver as suas vidas em termos de estruturas de enredo simples, com um elenco de heróis e vilões: dê aos seus trabalhadores os “vilões” certos, e melhora as hipóteses de ser um herói.

6. Distribuir benefícios
As coisas gratuitas movem montanhas. As pessoas adoram presentes, e quem os dá – aproveite a oportunidade de ser uma fonte de alegria e de generosidade. Esta prática vai além de distribuir t-shirts da empresa e afins. Dê aos seus funcionários algo de que se lembrem. Os líderes que pagam as refeições dos trabalhadores, lanches e outros benefícios provavelmente vão ter de pensar fora da caixa. Mesmo que os seus colaboradores sejam “mimados”, um agrado inesperado é inestimável no que diz respeito a estimular a ligação psicológica e lealdade. Em caso de dúvida, quem não gosta de receber gadgets/aparelhos tecnológicos?

7. Pedir pequenos favores
Todos querem sentir que são necessários. Peça aos seus funcionários que realizem uma tarefa rápida e que podem concretizar com facilidade. Pode fazê-lo com os trabalhadores cujo cargo percebe realmente. O João das TI ficaria feliz em dedicar 30 minutos a procurar uma aplicação sofisticada de que precise, por exemplo. Certifique-se que os seus pedidos não lhes tomam muito tempo.

8. Pedir desculpa pelos erros
É normal falhar, mas mais importante é a carga emocional que ganha ao fazer um pedido de desculpas público e sincero. Pedir desculpas cria um forte sentimento de empatia, virtude e responsabilidade. Mais uma vez, vai precisar de um leve toque. Não tente desculpar-se por não ter reposto o fornecimento de snacks em tempo útil (vai parecer ridículo). Concentre-se em erros de “tamanho médio”, e elabore o pedido de desculpas em conformidade.

04-02-2016

Fonte: Entrepreneur


Portal da Liderança


AdamFineAdam Fine é fundador/CEO da Trust, companhia de marketing e RP especializada em parcerias com agências de publicidade, empresas de tecnologia, de conteúdo e branding.