Desmotivado? Infeliz no trabalho? 10 Sinais de que está no emprego errado e deve ponderar outras opções

Desmotivado? Infeliz no trabalho? 10 Sinais de que está no emprego errado e deve ponderar outras opções

  
Com o ano a aproximar-se do fim, muitos são os que aproveitam para fazer uma reflexão sobre o que andaram a fazer durante o último ano. Em que trabalhei? Que objetivos de vida alcancei? Qual o grau de satisfação/realização que sinto com o meu trabalho? Sou feliz? Entre outras.

E porque, por vezes, as conclusões a que chega não o deixam feliz, muitos são os que tomam resoluções de ano novo.

Todos sabemos que o grau de felicidade com o trabalho é determinante na nossa qualidade de vida.

Mas muitas são também as dúvidas que se colocam àquele que tenta perceber se a infelicidade que sente neste momento com o seu trabalho, é temporária ou permanente.

Será temporária sempre que se deva a agentes externos ao cargo que ocupa, como: ser uma consequência da vida familiar atual; de um projeto que tem em mãos e que não o motiva, mas que está prestes a terminar, sucedendo-se muitos outros que o motivarão; de atitudes de superiores/equipa que foram tomadas, mas que já reportou e não se repetirão; de divergências salariais a ultrapassar no início do próximo ano; entre outras. O ponto comum em todas as possibilidades é serem ultrapassáveis no curto-prazo.

Será permanente sempre que a sua infelicidade no trabalho se deva a causas permanentes no tempo e que não pode alterar, como: ocupar funções que não o motivam, mas não haver possibilidade de mudar de cargo dentro da empresa; incompatibilidade com os seus superiores, seja em termos de visão de futuro, seja de sistema de valores e de ética pessoal; incompatibilidade entre a progressão na carreira que pretende e as possibilidades existentes na organização em que trabalha; entre outros.  

Mas, como nem sempre é fácil conseguir ter uma clara noção de que está ou não no sítio certo, Jo Davidson, coach da britânica “Get a Life”, apresentou aqueles que acredita serem os dez sinais de que está no emprego errado, e que poderão ajudá-lo a decidir se há de incluir a mudança de emprego na sua lista de resoluções de ano novo.

1. Tem um grande desejo de fazer outra coisa.
“Pode saber exatamente o que quer fazer, mas não como o tornar numa realidade. Pode sentir que não tem as qualificações e a experiência necessárias para avançar. Ou entende que ainda não está preparado para avançar ou que os riscos associados são muito grandes. No entanto, pode ter algumas ideias sobre o que deseja, quem sabe trabalhar numa área específica, criar o seu próprio negócio, mas não percebeu ainda como o fazer acontecer.”

2. Ainda não se desenvolveu suficientemente.
“Sente que as suas capacidades não estão a ser adequadamente utilizadas ou que não lhe está a ser dada a devida autonomia. Ou talvez apenas que o que lhe está ser atribuído para fazer é aborrecido e não o inspira nem apaixona minimamente. Passa oito horas por dia a fazer coisas que não lhe dizem nada, apenas para receber o ordenado no fim do mês.”

3. Sente-se desconfortável com as tarefas que lhe são pedidas.
“O seu superior pretende que faça as coisas de uma forma com que não concorda, ou que atue de um modo que não está de acordo com os seus padrões de ética e de integridade. Sente que está a ser usado como um peão, ou talvez questione a ética da organização ou mesmo dos produtos e serviços comercializados.”

4. Leva as coisas muito a peito.
“Se o seu chefe faz uma sugestão, fica imediatamente na defensiva. Sente que a organização está a ir contra as suas capacidades ou o seu julgamento. Todos os emails que lê lhe parecem num tom ofensivo, podendo mesmo responder-lhes rapidamente e num tom agressivo, que rapidamente dão origem a um suceder de emails ao ritmo de uma partida de ténis. Quase parece que toda a gente tira o dia para lhe dificultar a vida.”

5. Sente que está preso numa passadeira de corrida.
“A vida parece-lhe uma roda para hamsters sem fim, em que só consegue colocar um pé à frente do outro. Sente que nunca tem tempo para si e que nunca consegue encaixar as necessidades da sua família e amigos entre as exigências do trabalho. Passa mais de oito horas do seu dia preso num trabalho que detesta, sempre irritado com o tempo que passa a resolver coisas para toda a gente, quando tudo o que queria era conseguir descansar. Todos os dias lhe parecem dias de mau humor.”

6. O humor de domingo à noite é uma nuvem negra avassaladora.
“Conseguiu relaxar um pouco durante a sexta-feira à noite e durante o sábado, mas no domingo, mal abre os olhos pela manhã, só o pensar no que o espera, acaba com tudo o que conseguiu. Tenta afastar estes pensamentos e sobrevive ao dia, tentando estar alegre com os que ama, mas fica cada vez mais irritadiço.

À hora do lanche, já está a consultar o email e a preocupar-se com a semana de trabalho que perspetiva. O peso de tudo o que tem de fazer antes de terminar a manhã de segunda-feira, tornam-se numa dor de cabeça gigantesca. Poderá mesmo tornar-se numa mãe/paizilla!”

7. Deseja adoecer ou ter um acidente.
“Dá consigo a pensar durante a manhã nas circunstâncias que lhe permitiriam não ir trabalhar nesse dia. Deseja que o enjoo que sente se torne numa gastroenterite ou possa mesmo desmaiar. Talvez a escola mande o seu filho para casa, ou o seu carro não funcione ou tenha mesmo um acidente. Pelo menos, se nada mais for possível, espera que o edifício esteja num monte de cinzas quando lá chegar.”

8. Não zela pela sua saúde.
“Depende das máquinas de café, de batatas fritas e de doces, para se aguentar durante todo o dia. Luta por conseguir motivar-se a cozinhar um jantar ou a ir ao ginásio, ou mesmo a fazer um passeio. Talvez beba um ou dois copos de vinho e isso até se torne num hábito no começo da noite. Fica acordado até tarde, na tentativa de tornar os seus serões o mais longos possível, mesmo sabendo que se arrependerá pela manhã. As coisas em que despende daqueles últimos preciosos minutos não têm sentido, como navegar pelas redes sociais e mudar de canais de televisão numa tentativa de adiar o final do dia.”

9. Não dorme bem.
“Quando finalmente chega à cama, está exausto. A sua cabeça não quer parar e mantém-se acordado a pensar no dia seguinte. Aquilo de que se esqueceu ou em que falhou durante o dia, aparece agora todo contra si. Tudo o que não correu como tinha planeado é reanalisado na sua cabeça, enquanto se tortura lentamente por não ter lidado melhor com isso. Quando finalmente adormece, vê-se enredado em sonhos com o trabalho ou dormita e acorda a cada par de horas. A única altura em que parece que realmente adormeceu profundamente, são os últimos dez minutos antes de tocar o alarme, quando se sente ainda totalmente exausto.”

10. Sente-se sempre cansado.
“Sente-se exausto desde o primeiro minuto em que acorda. Ouve-se frequentemente a dizer, ou a pensar, em como está cansado. Sente os dias de trabalho como um longo e duro arrastar, enquanto o seu corpo e mente cansada se debatem por se enroscar e adormecer. Vai para casa e cozinha a sentir-se exausto, passa tempo com a família, faz o que tem a fazer, mas tudo continua na mesma. De facto, o único momento em que pode deitar-se e descansar, é o único em que não o quer fazer.”

Reviu-se nestas situações? Deu consigo a acenar e a concordar? E qual o impacto que tudo isto está a gerar em si, emocional e fisicamente? E na sua família? Os seus filhos já reclamam? O seu parceiro e amigos já lhe falaram sobre isso? Já se viu obrigado a umas quantas visitas às urgências hospitalares e/ou já toma uns comprimidinhos que lhe receitaram para ajudar nos momentos mais desafiantes, mas que nunca mais acabam? 

Ou, pelo contrário, estas dez situações não lhe são familiares e achou tudo um exagero? Consegue sentir-se feliz consigo próprio e com os outros? Mesmo havendo dias menos bons, há outros em que vai bem-disposto e de vontade para o trabalho? É frequente dar umas risadas no escritório durante o dia? Acrescentou mais uma resolução de ano novo, ou, pelo contrário, descobriu que afinal é tudo passageiro e 2015 vai ser um ano melhor e em que se sentirá mais feliz e realizado com o seu trabalho atual?

Fonte: Linkedin