Está na hora de “dar o salto” e mudar de carreira?

Está na hora de “dar o salto” e mudar de carreira?

É normal sermos assaltados por “aquela” questão – será que devia mudar (de cargo, de empresa, de carreira…)? Mas como saber se estamos preparados para “dar o salto”? São sete os sinais que apontam nesse sentido.

A mentalidade baby boomer (a geração que nasceu entre 1946 e 1964) ensinou-nos a encontrar um emprego numa boa empresa, a agarrarmo-nos aos benefícios e à segurança de um negócio bem-sucedido, e a colher os frutos de ter uma profissão e uma carreira estáveis. Pelo que não se considerava sequer ter uma série de trabalhos interessantes ou um currículo com mudança de emprego a cada dois anos, por exemplo. No entanto, o rápido desenvolvimento da tecnologia mudou muitas destas crenças pré-existentes sobre como deve ser uma carreira. As empresas surgem e desaparecem, fundem-se, as pessoas diversificam e inovam. E no que toca aos empreendedores, têm grande flexibilidade em termos de carreira. Vários estudos têm mostrado o benefício de mudar de emprego a cada dois a quatro anos e por que motivo as carreiras já não têm de ser estáticas. Saltar de trabalho em trabalho pode não ser para todos, mas a maioria das pessoas parece dar pelo menos um grande passo na carreira durante a vida. Quer seja para evoluir, devido a uma oportunidade melhor, ou simplesmente porque procura mais do que o atual cargo permite fazer, o mais provável é mudarmos de emprego em algum ponto da nossa vida. Mas como saber se estamos prontos para mudar? Há alguns indicadores, como explica Adam Heitzman, cofundador e managing partner da americana HigherVisibility, na Inc.com

1 - A motivação diminuiu
Parou de acordar com uma disposição excelente, faz tudo a um ritmo lento, e chegar a tempo ao emprego parece mais uma sugestão que uma regra. Aquele zelo extra que tinha em melhorar o local de trabalho desapareceu, e já não está a anotar as ideias a um ritmo que mal consegue acompanhar. Em vez de sentir aquele stress saudável e produtivo, não sente urgência alguma em completar as tarefas. Se se está mais motivado em ver como e quando vai usar os dias que tem por motivos de doença do que em agendar sessões de brainstorming, por exemplo, então tem um problema.

2 - Quando está no trabalho não consegue concentrar-se
Isto acontece muito a quem já não considera as funções desafiantes. Depois de um tempo, o trabalho torna-se parte da rotina, e deixa de estimular a mente. Quando tal acontece, é mais difícil de se concentrar porque está entediado. E é frequente o tédio instalar-se para os funcionários cujos líderes não os conseguem desafiar ou encaminhar na direção do crescimento profissional. Resultado? – Olha-se com frequência para o relógio e deseja-se que o tempo passe mais depressa.

3 - Passa mais tempo a sonhar e à procura de emprego que a trabalhar
Este deveria ser óbvio. Além de ser uma falta de respeito para com quem paga o salário, mostra que se está tão desligado do trabalho que procura uma saída imediata. Se está tão distante do emprego atual que está ativamente à procura de outro, é porque está na hora de sair.

4 - Apesar do completo tédio durante o dia, está exausto quando sai do trabalho
O corpo parece dizer o que a mente ainda não consegue admitir, sobretudo quando se trata de fatores sensíveis da nossa vida (emprego, relacionamentos, etc.). Permanecer num cargo em que já não se sente envolvido pode ser desgastante, porque toda a sua energia é sugada ao longo do dia pela sua insatisfação. Se é certo que todas as ocupações têm as suas exigências em termos de energia, um trabalho gratificante e satisfatório deve deixar-nos realizados e capazes ao final do dia. Se gosta de estar ao ar livre, de praticar desporto ou de fazer exercício mas à saída do emprego dá por si a desejar enterrar-se no sofá, então o seu equilíbrio trabalho-vida não está em sintonia.

5 - A atitude muda fora do emprego
Muitos dos trabalhadores que já deveriam ter mudado de carreira estão, por norma, irritados e são pessimistas, especialmente se há outra pessoa envolvida. Quando chega a casa, está feliz por partilhar detalhes do seu dia com o seu parceiro? E quer saber como foi o dia dele, também? Está otimista quanto à noite que se segue ao seu dia de trabalho e confiante de que vai sentir as baterias recarregadas na manhã seguinte? Se respondeu “não” a estas perguntas sem hesitar, os relacionamentos pessoais podem estar a sofrer, assim como a sua felicidade.

6 - A “inveja de carreira” tornou-se num problema
A competição é uma parte natural da experiência humana, e é normal sentir o ocasional “adorava fazer aquilo” ao ler o blog de alguém que é um viajante profissional ou algo do género. Mas se não consegue comemorar a promoção de um amigo ou felicitar um colega que vai assumir um cargo noutra cidade sem sentir inveja, talvez seja porque já deveria ter feito uma mudança de carreira. Permita-se ter confiança e contentamento com a sua posição, e, caso não consiga, tente fazer a transição para um trabalho que o faça sentir-se assim.

7 - Já não é capaz de ver o lado positivo
A capacidade de manter a esperança e ser positivo face ao stress e à rotina de todos os dias é muito mais importante do que parece. Se chegou a um ponto em que fala mal até à exaustão dos seus supervisores ou do local de trabalho sem vacilar, provavelmente é altura de mudar. A deterioração do respeito pelo seu empregador e a ausência de gratidão pela posição que ocupa pode levar a pontes queimadas e a oportunidades desperdiçadas.

E agora?
Se estes sinais dão uma ideia de como é a sua semana de trabalho, então é hora de fazer uma auditoria à sua vida
. Relacionamentos, família, trabalho, lazer-trabalho… ver as áreas que supostamente devem trazer alegria, e começar por identificar qual a que realmente faz isso. Se a fonte da sua insatisfação é mesmo a sua carreira, tente identificar porquê. Gosta do trabalho que faz, mas odeia o lugar em que o faz? Será que o tempo do trajeto casa-trabalho o faz querer arrancar os cabelos? Há um superior hierárquico que o faz recear ir para o escritório? Se é algo que é conciliável, corrija-o. Se não, imagine que tipo de trabalho ou que empregador seria mais gratificante, e comece a trabalhar nesse sentido.

22-03-2017


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