Por que não há mais mulheres nos conselhos de administração?

Por que não há mais mulheres nos conselhos de administração?

A caminhada das mulheres para ocupar assentos nos conselhos de administração (CA) das empresas tem sido lenta. Neste gráfico pode ver-se a percentagem de líderes no feminino nos CA das companhias cotadas em bolsa, por país, em que Portugal surge na penúltima posição (dados de outubro de 2014).

Um estudo sobre diversidade de género nos CA, da McDonough School of Business, Universidade de Georgetown, EUA, analisou os padrões de contratação de 3 mil organizações em solo americano entre 2000 e 2011. Os investigadores descobriram o que denominam de “correspondência heurística de género”, o que significa que, quando os homens saem de um cargo, essa posição tende a ser preenchida por um homem, e que também é mais provável contratar-se uma mulher para preencher um lugar deixado por outra mulher.

Embora o número de mulheres nos CA tenha aumentado entre 2002 e 2011, o crescimento foi lento, com elas a ocuparem menos de 15% das cadeiras nos conselhos.

A pesquisa descobriu que a correspondência de género implica que “os atuais esforços rumo à paridade de género podem vacilar, mesmo quando as pessoas têm atitudes positivas em relação à diversidade”.

Fontes: Fórum Económico Mundial/Catalyst/”Progress on gender diversity for corporate boards: Are we running in place?”, por Catherine H. Tinsley et al. 2014.

07-03-2016


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