Os media e o empolar da realidade

Os media e o empolar da realidade

Parece haver todos os anos um novo tipo de vírus ou um desastre tecnológico iminente que colocam em perigo a existência da humanidade, de acordo com os media.

Nos últimos tempos tivemos o apocalipse Y2K (também conhecido como bug do milénio ou bug Y2K, que ia fazer-nos regredir à Idade da Pedra), a gripe das aves ou os tumores cerebrais causados pelos telemóveis – tudo ameaças que iriam acabar com a nossa raça.

Como mostram os dados reunidos pelo site Information is Beautiful, estes receios são exacerbados pelos meios de comunicação, que encontram uma forma de explorar questões polémicas, levando o público a ficar apreensivo ou pior.

A gripe A, também conhecida como gripe suína, que eclodiu nos EUA em 2009, foi de tal forma explorada pelos media, e autoridades, que a população entrou em pânico (realmente, acabou por provocar a morte, na sequência de problemas respiratórios, a cerca de 203 mil pessoas no mundo, segundo um estudo de 2013 financiado pela Organização Mundial da Saúde). Mas na altura em que o vírus “explodiu”, o público consumia informação sobre a gripe suína como se não houvesse nenhum outro tema de interesse. Aliás, durante o ano de 2009 a pesquisa de “gripe suína” no motor de busca Google superou a relativa ao recém-eleito “Barack Obama” (dados Google Trends).

Pior que a gripe suína em termos de cobertura mediática e de interesse, só mesmo o vírus ébola, que “rebenta” com escala, saindo fora do gráfico (é o pico a cinza, entre 2014 e 2015. De acordo com o The Economist, registaram-se 28.637 casos de ébola no globo e 11.315 mortes.

Ou seja, temos de ganhar alguma distância e não entrar em pânico na próxima onda de distração mediática mundial. Porque vai haver nova onda.

Fonte: VisualCapitalist

18-04-2016


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