Os holandeses é que sabem? Trabalho a tempo inteiro vs. part-time

Os holandeses é que sabem? Trabalho a tempo inteiro vs. part-time

Será que trabalhar em part-time é a chave para a felicidade? Uma análise da revista britânica The Economist sugere que sim. Mais de metade dos trabalhadores holandeses tem um regime de horário a tempo parcial, uma proporção superior à de qualquer outro país desenvolvido, sendo que a Holanda surge consistentemente nos rankings como um dos países mais felizes do globo.

Em média, apenas um quinto da população ativa na União Europeia (UE) tem um trabalho a tempo parcial (8,7% dos homens e 32% das mulheres). Já nos Países Baixos 26,8% dos homens e 76,6% das mulheres trabalham menos de 36 horas por semana. A Holanda também consta de forma consistente no top 10 do índice global de felicidade (World Happiness Report); e as crianças holandesas são consideradas as mais felizes do mundo desenvolvido num relatório da UNICEF.

De acordo com a publicação britânica, Portugal ocupa a antepenúltima posição, em que menos de 20% dos adultos entre os 15 e os 64 anos trabalham em part-time (dados Eurostat referentes ao último trimestre de 2014).

O tempo de que dispomos, e como o aproveitamos, é um dos aspetos mais importantes para que nos sintamos bem. Um estudo publicado no Journal of Consumer Psychology (em 2011) analisa a ligação entre a forma como as pessoas passam o seu tempo e o seu nível de felicidade, e concluiu que não é apenas o que fazemos com nosso tempo livre que conta. Numa entrevista, Jennifer Aaker, uma das investigadoras, diz que “passamos a maior parte do tempo no trabalho. Assim, compreender como o deveríamos aproveitar é muito mais importante do que as pessoas pensam”. De acordo com a pesquisa, as pessoas mais felizes têm ligações sociais significativas fortes e passam tempo com os seus parceiros, amigos e familiares.


Outro estudo, da University of British Columbia, também conclui que as pessoas que dão prioridade ao seu tempo, em detrimento do dinheiro, tendem a ser mais felizes.

Fontes: The Economist/Fórum Económico Mundial

29-04-2016


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