É a Ferrari a nova Hermès?

É a Ferrari a nova Hermès?

A Ferrari, que desde o início de 2016 deixou de fazer parte do conglomerado Fiat, é um desafio algo diferente para o CEO, Sergio Marchionne, de acordo com a Bloomberg.

Considerando a pequena dimensão da Ferrari, a marca tem tido bons resultados financeiros, afirma a agência financeira. Na sequência da IPO (oferta pública inicial) em outubro último, e mesmo após uma quebra recente – as ações da companhia são negociadas cerca de 23 vezes acima dos lucros estimados para este ano, mais do dobro dos títulos da BMW (como é exemplificado na imagem).

A Bloomberg explica qual o motivo para esta valorização em bolsa: é graças a um conceito bem explorado pelo CEO, ao “vender” a Ferrari aos investidores como uma empresa de bens de luxo, o equivalente à Prada ou à Hermès. A insígnia é assim avaliada como uma companhia de bens de luxo, em vez de uma fabricante automóvel. E a ideia ganhou velocidade, pelo menos na altura da IPO. Desde então as ações desvalorizaram 14%.

Mas Sergio Marchionne promete novos produtos (para o próximo ano) e está a apostar na expansão dos parques temáticos da marca. Vamos ver se a Ferrari ganha tração no que diz respeito ao conceito de “exclusividade” e acelera para se tornar numa sensação da moda.

Fonte: Bloomberg

04-05-2016


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