Snapchat – que premissa de negócio?

Snapchat – que premissa de negócio?

O Snapchat soma e segue. A aplicação (app) de mensagens ultrapassou recentemente o Twitter, ao ter 150 milhões de utilizadores ativos por dia. E também deixou o Instagram para trás em termos do tempo despendido pelos seus utilizadores, tornando-se na segunda app mais usada pelos detentores de iPhones, logo a seguir ao Facebook.

E, dado que a idade média dos utilizadores se situa nos 18 anos, a premissa de negócio do Snapchat assenta em permitir que os marketers explorem os Millennials e a geração Z (que continuam a confundir muitas marcas). No entanto, surgem dúvidas quanto a esta promessa, o que faz com que estejam em jogo mais de 2,65 mil milhões de dólares de investimento por parte do capital de risco. 

Um estudo da plataforma de conteúdo de marketing NewsCred revela que o Snapchat é uma app que envolve os utilizadores, mas deixa muito a desejar quanto ao conteúdo das marcas de que precisa para gerar receitas – com 87% dos inquiridos a dizerem que nunca compram nada a partir do Snapchat, 11% a referirem que raramente adquirem algo que viram na app, e apenas 2% compram algo que viram no Snapchat. 

Ou seja, se o Snapchat está a contar com a publicidade como principal motor de receita, vai precisar que mais utilizadores se envolvam com o conteúdo das marcas. Será que vai conseguir? É esta questão – e as perspetivas de futuro da empresa – que de momento preocupa e divide os investidores.

Fonte: Visual Capitalist

20-06-2016 


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