Mulheres jovens fogem de negociar ofertas de emprego

Mulheres jovens fogem de negociar ofertas de emprego

As mulheres jovens são menos propensas a negociar uma oferta de emprego. Há quase uma década investigadores da americana Carnegie Mellon University analisaram um grupo de estudantes universitários em fim de curso e constataram que apenas 7% das estudantes tentariam negociar as suas ofertas de emprego iniciais, por comparação com 57% dos colegas homens.

Esta diferença parece persistir ainda hoje entre os trabalhadores jovens – embora seja menor. A Earnest, empresa de crédito em São Francisco, inquiriu recentemente 1.005 pessoas nos EUA com idades entre os 18 e os 44 anos quanto à sua abordagem às negociações de remuneração. E 42% dos homens no grupo etário mais jovem do relatório, dos 18 aos 24 anos, declararam que pedem mais dinheiro, face apenas 26% dos pares do sexo feminino. 

A diferença vai diminuindo com a idade nesta análise: 43% das mulheres entre os 25 e 34 anos dizem que negociaram uma oferta de emprego, em relação a 35% dos homens na mesma faixa etária.

Mas nem sempre as negociações têm resultados favoráveis. No grupo dos 18 aos 24 anos na pesquisa da Earnest os homens têm maior probabilidade de ter uma negociação “bem-sucedida” que as mulheres, com, respetivamente, 24 e 16%. Já no grupo dos 25 aos 34 anos elas conseguem negociar com mais sucesso. Os homens e mulheres mais velhos têm os mesmos resultados.

No geral, os dados mostram que são as mulheres jovens, talvez no seu primeiro ou segundo emprego, que mais evitam o processo de negociação – o que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta que as mulheres estão a superar os homens no que diz respeito ao grau académico.

Fontes: Earnest, Fórum Económico Mundial

25-07-2016


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