Empreendedorismo: 12 chaves de Drucker para o sucesso

Empreendedorismo: 12 chaves de Drucker para o sucesso

Eric T. Wagner, fundador e CEO da Mighty Wise Media e colunista da Forbes, com base no livro “The Daily Drucker”, apontou 12 ideias-chave apresentadas por Peter Drucker que acredita serem responsáveis pelo sucesso do empreendedor.


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Wagner diz-nos que, “se for sábio irá desde já aplicar cada uma delas ao seu mundo empreendedor”.

Chave 1

Aqueles que concretizam amam o que estão a fazer.”


Wagner destaca desta afirmação de Drucker que é fundamental gostar-se do que se faz, ser apaixonado por isso. Este aconselha a “encontrar a sua paixão uma vez que é o ponto de partida do seu caminho para o sucesso enquanto empreendedor.” Como diz, “segundo Drucker, o seu desempenho depende disso.”

Chave 2

Os empreendedores de sucesso não esperam até “serem beijados pela musa” e terem uma ideia brilhante, eles dedicam-se ao trabalho.”


Como diz Wagner, a “paixão sem a ação é como ter um Ferrari na garagem a ganhar pó. Não é bom.” Este refere que embora queiramos dedicar-nos ao planeamento e a estruturar uma estratégia, nada se faz sem passar à ação e quem avança sem perder tempo é quem ganha. Assim, este sugere que “pare de colocar de lado o que sabe que é preciso ser feito e que oiça o que Drucker diz e “dedique-se ao trabalho”.

Chave 3

Qual é o seu negócio?”


Como nos lembra Wagner, Drucker era um verdadeiro crente no poder do objetivo, do que pretendemos alcançar. Steve Jobs vivenciava-o na Apple. Como nos alerta, “tem bem claro qual o seu propósito quanto ao negócio”? Wagner acredita que, caso não tenha bem claro o que pretende enquanto empresário, nunca triunfará.

Chave 4

Quem é o consumidor?”


Tudo começa e termina aqui, a razão de ser do seu negócio. Wagner refere que o processo de conhecer bem o seu consumidor durará tanto quando o seu negócio, relembrando Alexander Osterwalder, coautor do livro “Business Model Generation”, que criou uma ferramenta que apelidaram de Value Proposition Canvas (quadro proposta de valor), recomendando que responda às questões que esta levanta sob o ponto de vista dos seus consumidores de modo a detalhar a sua proposta de valor e os segmentos-alvo a atingir. Se sentir dificuldades, está na hora de se dedicar mais a conhecê-los.

Chave 5

Nem as investigações nem os estudos de mercado ou as projeções por computador são substitutos do teste da realidade.”


estudosDrucker chamou-lhe “teste da realidade” em virtude do mundo em que hoje vivemos, com comunicações globais e instantâneas. Wagner pergunta se “gere o seu negócio em torno de uma cultura de teste e experimentação? Ou contenta-se com o “estudo de mercado”? Uma nova vaga de sábios empreendedores escolhem a primeira opção.”

Chave 6

Meça as inovações pelo que estas contribuem para o mercado e para o cliente.”


Como nos diz Wagner, Drucker acreditava piamente que a vida de uma empresa residia na sua gestão e inovação. Este sugere que pegue na chave anterior e que a combine com o entendimento de que o “teste” só por si é inútil a menos que seja conjugado com a sua “medição”. Wagner diz-nos que precisa de criar uma cultura de “teste” e medir o que está a testar, como por exemplo através da comparação dos resultados conseguidos a partir de diferentes abordagens ao consumidor.

Chave 7

É frequente que um medicamento cuja prescrição é específica para uma dada patologia acabe a ser usado para uma outra completamente diferente.”


Wagner diz-nos que é necessário estar preparado para a mudança e que o necessário é acompanhar o mercado. Como nos diz, “Não se preocupe se não é como tinha planeado. Nada nunca é. Como Peter Drucker faz alusão, algumas das maiores histórias de sucesso no mundo dos negócios resultaram de uma mudança de direção com base na resposta do mercado ou de uma surpresa do próprio produto”. Dá-nos o exemplo de quem, ao tentar criar uma fita adesiva super resistente falhou mas a cujo falhanço apelidou de Post-it Note.

Chave 8

As ideias inovadoras são como os ovos dos sapos: de um mil apenas um ou dois sobrevivem até à maturidade.”


Wagner relembra que, o seu objetivo enquanto empreendedor, é criar um sistema e cultura que lhe permita movimentar-se através de todas as coisas que potencialmente “poderia” fazer de modo a agarrar aquelas que “deverá” fazer. Como Drucker nos diz através desta metáfora, nem todas as ideias que terá serão vencedoras e muitas delas terão fracas respostas no mercado. Wagner diz-nos que “os verdadeiros empreendedores percebem esta parte do jogo e estão dispostos a procurar entre milhares de ideias eclodidas até encontrarem as que são merecedoras de serem alimentadas até à maturidade.”

Chave 9

Tudo o que tem de fazer é aprender a dizer “não” quando uma iniciativa tomada não se traduzir em nenhum ganho.”


Drucker e Wagner acreditam que importante aprender a dizer-se que “não”, referindo este último que “aqueles que entendem o seu propósito e a missão enquanto empresa e que, por conseguinte, mantêm o foco com olhos de aço, devem ter limites claros sobre o uso do seu tempo e dos seus recursos.”

Chave 10

Na sociedade do amanhã, a gestão de topo será a empresa. Tudo o resto pode ser feito por trabalhadores externos à empresa.”


globoWagner acredita que a sociedade do amanhã a que Drucker se referia na altura em que proferiu a citação anterior, é já hoje uma realidade. Este diz que assim é com “os assistentes virtuais nas Filipinas, as fábricas em Xangai e os programadores de software na Croácia. Mas, mesmo aqui na América, os empregos são terceirizados para ... sim, outros americanos.” Wagner refere o artigo do co-fundador e CEO da NextSpace, Jeremy Neuner, intitulado “40% da força de trabalho da América será de freelancers em 2020", feito com base num estudo sobre este tema. Para Wagner, “a terceirização chegou oficialmente e empresários mais sábios estão a torná-lo parte da sua estratégia.”

Chave 11

A maioria das pessoas que resistem em ambientes selvagens não deixam nada para trás que não sejam ossos limpos".


Drucker refere-se a saber quando desistir. Para Wagner, o empreendedorismo é sobre saber quando sair. Este faz referência ao capitalista de risco Dino Vendetti, que lhe disse uma vez: "As piores empresas são as que apenas resistem. Estas nem descobrem a chave para o seu sucesso, nem falham depressa. Andar à deriva na terra de ninguém é o pior resultado possível.” Wagner aconselha a que, se está à deriva, talvez seja a hora de fechar a porta.

Chave 12

Descobrir e concretizar o potencial de um negócio é psicologicamente difícil."


Wagner diz-nos que é-o sempre. De acordo com a Bloomberg, 8 em cada 10 empreendedores falham nos seus negócios no prazo de 18 meses após terem iniciado. Apenas 2 conseguem fazê-lo até o topo. Por quê, pergunta Wagner? “Porque Drucker está certo, é simplesmente difícil. Wagner confessa: “às vezes, prefiro ir ao dentista e ter oito cavidades preenchidas a lutar a batalha diária do empreendedorismo. Mas então, um novo dia amanhece e a tenacidade afirma-se. O antídoto perfeito para a insegurança, a complacência e falta de esperança.”



Fonte: Forb


Eric T WagnerEric T. Wagner, fundador e CEO da Mighty Wise Media e colunista da Forbes, dedica-se ao empreendedorismo há mais de 30 anos, tendo originado até hoje 7 startups, 3 aquisições e 5 abandonos com sucesso, em áreas díspares como a nutrição desportiva e o estilo de vida, e não quer ficar por aqui.