10 Lições para gerir como Jack Welch

10 Lições para gerir como Jack Welch

Jack Welch é o emblemático líder da General Electric (GE), cuja bem-sucedida carreira é conhecida de todos, e a partir da qual poderemos extrair algumas lições essenciais à boa e eficaz liderança.

Jack-Welch-GE
Stuart Crainer, cofundador da Suntop Media e autor do livro “A Gestão Segundo Jack Welch”, aponta neste, algumas lições de Welch que devem estar sempre presentes na mente do líder:

  1. Torne a descrição da sua função facilmente compreensível – e a seguir explique-a a toda a gente.
    “O meu trabalho é dar às melhores pessoas as melhores oportunidades e a melhor colocação dos dólares no lugar certo" – Jack Welch

  2. Revolucione, não remende.
    “Quero uma revolução e quero que ela comece em Crotonville(1).” – Jack Welch

  3. Mude continuamente.
     “A produtividade não é torcer um trapo molhado, mas sim a convicção de que existe uma infinita capacidade de melhorar qualquer coisa. (…) Se nunca tivermos outra ideia, é melhor despedirmo-nos.” – Jack Welch

  4. Pense positivamente.
    “Quando se está numa empresa de 70 000 milhões de dólares, fazem-se tantas coisas erradas que a quantidade disponível para ser melhorada é literalmente infinita. As nossas melhorias crescem com o tempo, não diminuem.” – Jack Welch

  5. Rodeie-se de qualidade.
    “A realidade é que não nos podemos dar ao luxo de fazer entrar em campo senão jogadores de classe A. O que é um jogador da classe A? Ao nível da liderança, classe A é um homem ou uma mulher com uma visão e uma capacidade para articular essa visão á sua equipa de um modo tão intenso e poderoso que a equipa passa a partilhar essa visão. Um líder da classe A tem uma enorme energia pessoal e, para além disso, a capacidade de transmitir energia aos outros e torar o melhor deles, em regra, numa base global. Um líder classe A possui também uma argúcia especial: tem o instinto e a coragem para tomar as decisões cruciais, decididamente, mas com lealdade e absoluta integridade.” – Jack Welch

  6. Aprenda sempre.
    “Quando parar de aprender alguma coisa nova e começar a falar sobre o passado contra o futuro, vou-me embora.” – Jack Welch

  7. Mantenha tudo estupidamente simples.
    “O nosso sonho para os anos 90 era uma organização sem fronteiras, que deitasse abaixo as paredes que nos separavam uns dos outros no interior e dos nossos destinatários-chave no exterior. A empresa sem fronteiras que almejávamos há-de remover as divisórias entre a engenharia, o fabrico, o marketing, as vendas e o serviço ao consumidor; não reconhecerá qualquer distinção entre operações domésticas ou internacionais, estaremos tão à-vontade a fazer negócio em Budapeste e Seul como na Luisiana ou Schenectady. Uma organização deste tipo ignorará ou apagará os rótulos de grupo como “gestores”, “assalariados” ou “pagos à hora”, o que abrirá o caminho para que as pessoas trabalhem juntas. Uma empresa sem fronteiras terá de abater também os seus muros exteriores, chegando aos fornecedores para torna-los parte de um processo único em que eles e nós juntamos as mãos e os intelectos para um propósito comum – satisfazer os consumidores.” – Jack Welch

  8. Olhe pelo seu pessoal.
    “Estamos a apostar tudo nas nossas pessoas, delegando-lhes o poder, proporcionando-lhes recursos e fazendo-as abrir caminho.” – Jack Welch

  9.  Tenha um plano de sucessão.
    “No final do processo de avaliação, escolhemos quem acreditámos que pudesse ser o melhor líder para a GE e Jeff [Immelt] está a deixar-nos bem vistos.” – Jack Welch

  10. Cometa erros.
    “Eu premiei falhanços distribuindo prémios às pessoas quando falharam, porque tinham tentado dar uma abanadelas. Continuem a tentar abanar. Eu leciono em Crotonville um curso de seis horas sobre liderança. Digo sempre: se o chairman pode comprar a Kidder Peabody (2) e arranjar uma trapalhada total, todos podem fazer tudo. O assunto esteve 19 vezes na primeira página do Wall Street Journal. Ora, se o chairman pode fazê-lo e ainda assim sobreviver, todos têm de ser capazes de tentar dar umas abanadelas em todo o lado. Dificilmente se fará pior. Castigar o falhanço implica que ninguém mais se atreverá a coisa alguma.” – Jack Welch

(1)    Em Crotonville encontra-se o Instituto de Formação em Gestão criado em 1956 e onde Welch era visita regular e professor, estimando-se que nele tenha dado 250 sessões e falado pessoalmente com 15 000 executivos da empresa. O Instituto de Formação em Gestão tem como missão elevar a competitividade global da GE a um nível de instrumento de mudança da cultura, melhorando a argúcia negocial, as capacidades de liderança e a efetividade organizacional dos profissionais da GE. Noel Tichy, ex-diretor de Crotonville, chamou-lhe “um campo de ensaio para uma revolução empresarial”.

(2)    Em 1986, a GE adquiriu 80% da Kidder Peabody por 60 milhões de dólares. A fal~encia da Kidder custou à GE 1200 milhões de dólares.