8 Lições de liderança das mulheres mais poderosas para aumentar a liderança de topo no feminino

8 Lições de liderança das mulheres mais poderosas para aumentar a liderança de topo no feminino

Com as mulheres apenas a constituírem 4% dos CEO das empresas, 14% dos diretores e 20% dos funcionários do governo dos Estados Unidos, estamos perante uma lacuna na liderança nos escalões mais altos. Mas o que aconselham estas líderes de topo para aumentar a liderança no feminino?

Jenna Goudreau, oradora do “Innovation Enterprises 2013 Women in Strategy Summit”, que reúne 75 das mulheres de alto nível do marketing e estratégia, sobre os segredos de liderança das mulheres mais poderosas no mundo, refere que “para andar para a frente, devemos primeiro fazer um balanço do que está a funcionar”.

As oito seguintes lições de liderança referidas por Goudreau, sintetizadas e atualizadas, advêm diretamente de mulheres que sabem o que fazer para chegar ao topo.

  • Manter-se Determinada

“As mulheres mais bem-sucedidas do mundo querem mantêm-se determinadas, mesmo quando têm que enfrentar os maiores obstáculos. Estas têm as capacidades e dedicam o seu tempo para o conseguir. Mas mais importante ainda, têm o desejo de conseguir fazer algo excepcional.

Beth-BrookeBeth Brooke, vice-presidente global da Ernest & Young, foi diagnosticada com uma doença degenerativa da bacia quando tinha 13 anos e os médicos disseram-lhe que era capaz de nunca mais voltar a andar. Antes de se sujeitar à cirurgia prometeu a ela mesma que iria conseguir andar de novo (andar não, correr) e aspirar a tornar-se numa das melhores jovens atletas alguma vez vista. Não só voltou a andar, como jogou em diversos desportos no liceu, ganhou diversos prémios de melhor jogadora e mais tarde jogou na 1ª Divisão de basquetebol na universidade. Foi assim que ela tinha decidido e nunca desistiu. Beth trouxe a mesma determinação para a sua carreira e hoje está classificada entre as 100 mulheres mais poderosas no mundo.”

  • Ser Corajosa

As mulheres de topo não têm medo. Enfrentam os seus medos de modo a criarem desafios. Para isso é preciso coragem.
Beth-Mooney-KeyCorp
Em 2011, Beth Mooney, a CEO da KeyCorp, tornou-se na primeira mulher a liderar os 20 bancos americanos de topo. Mooney começou a sua carreira como secretária num banco local do Texas, com um salário anual de apenas 10,000 dólares. No entanto, depressa verificou que queria mais. Em 1979, bateu à porta de todos os bancos em Dallas e pediu um lugar nos seus programas de formação de gestão. No Banco Republicano de Dallas, recusou-se a deixar o gabinete do gestor até que este lhe oferecesse um emprego. Após ter esperado três horas, este finalmente concordou em lhe dar-lhe uma oportunidade, se ela conseguisse tirar um MBA da noite para o dia.
Este foi o ponto de viragem da sua carreira, um dos muitos, impulsionado por uma acção corajosa, de modo a defender-se a si e àquilo que era capaz de fazer. Mais tarde, teve a coragem para mudar-se para papéis que nunca tinha concebido antes, de agarrar em tudo e mudar-se para o outro lado do país e sem se arrepender durante as três décadas seguintes. Se não tiver um pouco de medo todos os dias, não está a aprender. E quando se não está a aprender, está-se condenado.

  • Pensar em Grande

Para conseguir um grande sucesso, tem que ter gerar um grande impacto.
michelle-gass-starbucks
Quando Michelle Gass, que lidera agora 33 países para a Starbucks, começou na cadeia de cafés, foi lhe pedido para arranjar uma estratégia de crescimento para uma bebida acabada de ser lançada no mercado – o Frappuccino. O seu mantra era: “Vamos ver o impacto que isto pode ter”. Após várias horas a testar ideias, decidiu posicionar o produto como um prazer escapista, com gelado adicional e novos sabores. O que começou como um produto com dois sabores é agora uma plataforma de 2 bilhões de dólares e dezenas de milhares de possíveis combinações. Gass repetiu esta estratégia quando assumiu a liderança do Seattle’s Best Coffee. Decidiu levar a sua adormecida marca mais nova a novas alturas ao estabelecer parcerias com a Burger King, a Delta, a Subway, lojas de conveniência e supermercados. Num ano, a marca passou dos 3.000 pontos de distribuição para mais de 50.000.

  • Tomar Riscos Calculados

irene-rosenfeld-KraftComo CEO da Kraft Foods, e agora da Mondelez International, Irene Rosenfeld é muito familiar com este assunto. Há alguns anos atrás completou o hostil takeover da empresa britânica de doces, a Cadbury. Pouco tempo depois, voltou a surpreender o mundo dos negócios quando decidiu dividir a Kraft em duas empresas independentes, uma empresa norte-americana de comidas e uma empresa global de petiscos.

Para se mover o ponteiro, tem que se fazer grandes apostas, mas nunca irracionais, sempre baseadas no estudo cuidado dos resultados. Tem que saber o que pode ganhar e se consegue aguentar caso as coisas não corram como esperado.

  • Manter-se Disciplinado

É preciso disciplina para atingir e manter o sucesso. Simplesmente, não se consegue fazer tudo e as mulheres mais poderosas do mundo mantêm-se focadas nas áreas de maior impacto, tanto na perspectiva de liderança como na da gestão das carreiras.
Sheri-McCoy-Avon-CEO
Sheri McCoy, a nova CEO da Avon Product, atualmente com dificuldades, está presentemente a implementar um grande ponto de viragem para a centenária empresa de beleza. Curiosamente, quando lhe perguntei qual seria o seu maior desafio, ela disse: “Certificar-me que as pessoas se mantêm focadas no que é importante e no que é mais importante.” É muito fácil distrairmo-nos com as novas tendências, com os novos mercados e os novos projetos, e quando se estende demasiado, a qualidade do seu trabalho sofre em todas as áreas.

  • Ser Inteligente a Contratar

Vezes e vezes sem conta, mulheres de topo dizem que a sua melhor estratégia para o sucesso é a de contratar pessoas diversificadas, apaixonadas e mais inteligentes do que elas próprias, e depois ouvir com atenção as suas perspetivas.
Hala-Moddelmog-arbys
Hala Moddelmog, presidente do grupo de restaurantes Arby’s, acredita que ao rodear-se de pessoas de diferentes origens, incluindo sexo, raça, geografia, condições socio-económicas e tipos de personalidade, isso irá ajudá-la a completar as suas conclusões. “Não precisa outro igual a si” diz ela. Do mesmo modo, estar aberto a diferentes pontos de vista mantêm-no à frente do que é comum.

Claire Watts, a CEO da empresa de retalho e média QVC, agenda tempo todas as terças-feiras para todos os colaboradores da empresa que queiram falar com ela, perguntar-lhe algo ou partilhar alguma informação de alguma coisa que tenham visto, ou possam fazer.

  • Gerir a sua Carreira

Denise-Morrison-Campbells-SoupDenise Morrison, a CEO da Campbell’s Soup, soube desde muito cedo que queria gerir uma empresa, portanto perguntou-se o que tinha de fazer para se preparar para tal. Isso poderia significar experiencia de gestão, exposição global ou responsabilidade pelas receitas geradas. Sempre olhou para a sua carreira como: Onde é que já estive? Onde é que estou agora? Para onde é que vou e o que é que tenho de fazer para lá chegar? Se a sua atual empresa trabalhasse de forma a cumprir as tarefas para lá chegar, ela apostava tudo. Se acontecesse o contrário, ela sabia que tinha que andar para a frente. “Aplicamos essas capacidades nos negócios mas raramente as aplicamos a nós próprios”, disse ela.

  • Delegar no trabalho e em casa

Katie-Taylor-FourSeasonsAs mulheres mais bem-sucedidas aprenderam que é necessário ter ajuda e que têm que ter confiança naqueles que as rodeiam, no trabalho e em casa. Não é fácil mas é crucial no longo prazo.

Katie Taylor, a CEO da marca de hotéis Four Seasons, admitiu que é um pouco controladora mas para o seu bem e para o dos outros que a rodeiam, tenta delegar. “Sente-se em cima das suas mãos, se tal for necessário” diz ela. “Consiga levar-se a esse lugar”.


Fonte: Forbes


Jenna-GoudreauJenna Goudreau, foi a editora responsável pelo World’s 100 Most Powerful Women promovido pela Forbes e esteve envolvida no lançamento e expansão do ForbesWoman.com. É graduada pela universidade de Nova Iorque em jornalismo e sociologia, tendo sido reconhecida na área do negócio pela Society of American Business Editors and Writers (SABEW) em 2012.