Apanhe boleia com 3 lições de liderança do CEO da Uber

Apanhe boleia com 3 lições de liderança do CEO da Uber

Dizer que a Uber é uma empresa controversa é, no mínimo, um eufemismo. Numa TED Talk recente no Canadá, Travis Kalanick, cofundador e CEO da companhia, conversou com Chris Anderson, curador das conferências TED, sobre como a Uber está a tentar ganhar maturidade. E revelou os desafios secretos por detrás do unicórnio em crescimento. Seguem-se os três grandes tópicos – ou lições de liderança.

Lição n.º 1: Não ter medo de rever a imagem quando o público muda
Travis Kalanick assumiu os comandos da remodelação do logótipo da Uber, apresentado em fevereiro de 2016, e que obteve reações contraditórias, mas a grande maioria foi negativa. A alteração do ubíquo U para a abstrata chave-e-fechadura confundiu os clientes. Além de que o responsável de design saiu da empresa logo após o lançamento do logo, o que, na melhor das hipóteses, foi uma infeliz coincidência. No entanto, de acordo com Kalanick, a mudança era absolutamente necessária. “De início éramos o que eu apelidaria de uma marca de luxo imatura que tinha o que parecia um emblema num carro premium. E, à medida que fomos avançando pelo globo, passámos dos Classe S para riquexós na Índia, por exemplo”. Assim, “era importante para nós sermos mais acessíveis, sermos mais hiperlocais… Também tínhamos de nos tornar mais icónicos. O “U” não quer dizer nada em sânscrito. O “U” não significa nada em mandarim”.

Lição n.º 2: Quanto mais rápido cresce mais a cultura tem de ter precedência
Os últimos anos têm sido difíceis para a cultura Uber, em particular no que diz respeito às críticas nos media quanto aos métodos da empresa. Um executivo da Uber chegou, alegadamente, a fazer uma ameaça velada aos jornalistas. Pelo que Chris Anderson perguntou a Travis Kalanick o que se estava a passar na companhia durante o período de caos. O CEO admitiu que foi complicado, mas, “se recuarmos, literalmente, dois anos e meio, a nossa empresa era composta por 400 pessoas. Hoje são mais de 7.000”. O executivo considera que, “quando se passa por este crescimento, tem de cimentar os valores da sua cultura e falar sobre os mesmos o tempo todo”. E aconselha: “certifique-se de que os colaboradores estão constantemente a ver se “somos pessoas boas a fazer um bom trabalho”. Se tiver verificado estes aspetos, a próxima etapa é ter certeza de que está a contar a sua história. Penso que aprendemos muitas lições e saímos mais fortes”.

Lição n.º 3: Assumir que a sua forma de negócio vai mudar no futuro
Travis Kalanick já havia afirmado que, no futuro, esperava que a Uber fosse dominada pelos carros sem condutor. Porquê alienar de alguma forma a atual força de trabalho? Quando pressionado sobre o assunto, Kalanick adiantou que o mundo com carros autónomos está muito mais distante do que pensamos (a mais de cinco anos), mas que é melhor estarmos cientes e preparados para o futuro. “A condução autónoma vai acontecer”, sublinhou. “Como podemos liderar de modo otimista nessa realidade? É um mundo que vai existir.”

A grande lição a tirar das afirmações do responsável máximo da Uber é: há que mudar antes que precise de mudar, algo que a empresa conseguiu alcançar com a remodelação do logótipo, por exemplo; já no que diz respeito à sua cultura, as alterações têm sido menos bem conseguidas. Parece que um dos maiores unicórnios do mundo também está a tentar manter-se a par e a tentar acompanhar o ritmo de mudança.

Fonte: Inc.com

25-02-2016


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