Best Leader Awards premeiam liderança de excelência

Best Leader Awards premeiam liderança de excelência

A sétima edição dos Best Leader Awards – iniciativa organizada pela consultora portuguesa Leadership Business Consulting cujo objetivo é reconhecer as personalidades que se destacam enquanto líderes em várias áreas – reuniu os 35 galardoados dos anos anteriores para distinguir três: o mais inspirador, o mais transformador e o mais influente.

O gestor que domina o court da city
No ténis utiliza-se o termo “love” quando o jogador tem pontuação zero. António Horta Osório joga ténis por paixão, mas ressalta que não gosta de perder “nem a feijões, nem no court nem na banca”. O presidente do Lloyds Bank vai atrás “das bolas todas. Só perco se não conseguir ganhar. Mas a seguir ao jogo não me interessa se ganhei ou perdi. Faço na profissão exatamente o que faço no desporto”.
Reconhecido em 2009 pelos Best Leader Awards na categoria de Líder Internacional, e votado o mais inspirador na edição deste ano, o executivo português não é o n.º 1 no ATP, mas foi o melhor aluno entre os 245 participantes no seu curso de MBA no INSEAD. E é o banqueiro no topo da city de Londres.
Se no ténis é ambidestro devido a uma lesão no pulso direito, na sua atividade profissional a privação de sono levou-o a optar por outro comportamento: “extraí as adequadas lições, vou delegar mais”. Tal como em muitas partidas de ténis, Horta Osório fez um ás aos adversários regressou com ainda mais eficácia do break que teve de fazer em 2011. Nunca pensou em desistir de trabalhar porque, tal como no seu desporto favorito, tem gosto por rebater bem a bola e ter um bom posicionamento em campo.
No ténis de competição é comum o jogador que serve ditar o ritmo do jogo, mas esta vantagem pode ser invertida, por isso Horta Osório incentiva quem trabalha com ele a fazer formação ao longo da vida – não quer a trabalhar consigo pessoas que pensam que sabem tudo. Mais: sem paciência para desculpas esfarrapadas, mentiras e incompetência, é um bom construtor de equipas, que sabe rodear-se das pessoas certas para os lugares certos.

O treinador de talentos
Nenhuma outra modalidade influencia a nossa sociedade como o futebol. António Mexia, CEO da EDP, tem a capacidade de influenciar decisões, de mover as suas influências mas sempre respeitando as regras que o jogo impõe, sendo leal.
Tem pena de não ser treinador de futebol, mas o vencedor na categoria de Líder na Gestão de Empresas dos Best Leader Awards de 2009 é como os grandes treinadores: rodeia-se de talentos na sua equipa, para que sejam os melhores dos melhores. Considerado o mais influente na edição de 2016, ser suficiente não lhe basta, aliás, um dos seus lemas é “ser suficiente é horrível”.
Tal como no futebol, cada jogador tem de mostrar a força de si próprio. Na gestão ele aplica a regra de Jack Welch: “energizar as pessoas”.
Se no futebol os clubes colecionam adeptos, também ele tem facilidade em fazer amigos. Tal como o jogo tem 90 minutos para alcançar agradecimento, António Mexia acredita que é o tempo de “viagem” até ao reconhecimento que é o mais importante.
E se na sua viagem pela Europa, enquanto jovem, racionava os telefonemas para a família, hoje não raciona a energia que dá às pessoas – capta e devolve no mínimo em dobro.

O exportador tranquilo
Votado o mais transformador na edição deste ano dos Best Leader Awards, enquanto CEO da petrolífera portuguesa Galp, Manuel Ferreira de Oliveira transformou a empresa num player internacional.
Corria o ano de 1980 quando um anúncio de jornal de uma petrolífera da Venezuela mudou o percurso profissional de Ferreira de Oliveira, que na altura se preparava para ir trabalhar para o Canadá. Mudou as voltas à sua bússola, mas sem perder o Norte. Se no oceano o petróleo é encontrado apesar da agitação das águas, o executivo que começou por ser professor mantém a tranquilidade num mar de altas pressões, nada deslumbrado com o seu percurso. À frente dos destinos da Galp em duas alturas distintas, duplicou o valor da companhia junto dos acionistas enquanto foi presidente.
Acredita que a atividade de exploração e produção de petróleo tem sempre um elevado risco associado, por isso defende que não se deve correr riscos na liderança: “para progredir tem de preparar um bom sucessor”.
Quando em 2012 ganhou na categoria Gestão de Empresa Privada dos Best Leader Awards, os recursos petrolíferos da empresa passaram de 160 milhões de barris de petróleo e gás natural para 2,9 mil milhões. Foi também mentor e promotor da Academia Galp, tendo inúmeros recursos talentosos na sua equipa.
Em meados de 2015, depois de ter saído do cargo de presidente da Galp, avançou para um novo projeto, a Petroatlântico (fundo de investimento com maioria de capital canadiano).

Este artigo consta na edição de 27 de fevereiro de 2016 do jornal SOL, media partner dos Best Leader Awards.

01-03-2016


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