7.ª edição dos Best Leader Awards enaltece liderança que faz a diferença

7.ª edição dos Best Leader Awards enaltece liderança que faz a diferença

A cerimónia de entrega dos Best Leader Awards 2016 decorreu esta quarta-feira, 2 de março, no Palácio Foz, em Lisboa. A iniciativa da consultora portuguesa Leadership Business Consulting, que já vai na 7.ª edição e tem como mote reconhecer os líderes que se destacam em várias áreas, distinguiu, de entre os 35 galardoados dos anos anteriores, o mais inspirador, o mais influente, e o mais transformador.

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António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, foi considerado o mais inspirador
(tinha sido laureado em 2009 na categoria de Líder Internacional). Por motivos de agenda, o executivo não pôde estar presente no evento, pelo que fez um depoimento em vídeo a agradecer distinção, afirmando que o prémio o deixou “particularmente honrado. Costumo dizer que o sucesso ou a sorte dão muito trabalho, e é um conjunto entre preparação e oportunidade. Uma vez que as oportunidades não são controláveis por nós, a preparação assume uma preponderância especial no sucesso de cada um e das equipas”, o que verificou na carreira de quase 30 anos na banca bem como em cada um dos cinco países onde trabalhou e dirigiu entidades financeiras. Refere ainda que “não há nada, como gestor, que me dê mais gosto que potenciar, inspirar e desenvolver as pessoas com quem trabalho, quer a nível pessoal, quer profissional”. Para Horta Osório, as características principais de um líder são escolher as pessoas certas para o lugar certo, e, através da criação de um espírito de equipa (de as pessoas se sentirem envolvidas, motivadas e tentarem sempre superar-se), que o todo como equipa seja ainda superior à soma das partes individuais.

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António Mexia, CEO da EDP, foi votado o mais influente
(tendo vencido na categoria de Líder na Gestão de Empresas nos Best Leader Awards de 2009). O gestor considera que é responsabilidade do líder transformar a complexidade em grandes resultados, acrescentando que tem “tido sorte, o que também dá trabalho”, e que está “rodeado de pessoas que fazem a diferença”. Ressalva que, além da preparação, é crucial estar “no sítio certo no momento certo”. E que muitas vezes o exercício da liderança pode ser “interpretado como sendo egocêntrico”. Para António Mexia, os bons líderes são um recurso escasso, e, mencionando a realidade portuguesa, diz que “há gerações que não foram feitas” para tal, além de que “há horror à diferenciação, a quem é diferente”. Quanto ao sucesso dos portugueses no exterior, adianta que “o enquadramento onde as competências se desenvolvem é muito importante”.

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Manuel Ferreira de Oliveira, atualmente à frente do fundo de investimento Petroatlântico, foi escolhido como o mais transformador
(tinha sido distinguido em 2012, enquanto CEO da Galp, na categoria Líder na Gestão de Empresa Privada). A celebrar 45 anos de carreira, tendo trabalhado em vários países e em diferentes culturas empresariais, refere que, por onde passou, deixou “as organizações com algo de diferente, mas sempre com as pessoas que lá estavam. É-nos dada matéria-prima, e temos de saber extrair o melhor das pessoas”. É da sua opinião que “liderar uma corporação exige muita reflexão e trabalho, sobretudo pensar o curto, o médio e o longo prazo”, e diz muitas vezes que é como um trabalho de malabarismo, em que tem de se “ter sempre três bolas no ar”. Em relação ao sucesso dos portugueses no exterior, e, tendo em conta a experiência de “emigrante durante 18 anos”, afirma que “nada no DNA os diferencia das restantes pessoas”. Mais: os trabalhadores lusos são excelentes profissionais. Quanto aos líderes mais jovens, e a importância do meio académico na sua formação, frisa que há de momento “dificuldade de comunicação entre o meio empresarial e universitário”, avançando que deveria ser criada uma task force que envolvesse as duas realidades mais de perto. 

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No início do evento, Carlos Oliveira, managing partner da Leadership Business Consulting, declarou que “realizamos os Best Leader Awards porque acreditamos que é uma ação necessária e positiva”. Isto porque o objetivo dos galardões é destacar a “qualidade da liderança que faz a diferença, na sociedade e na economia”, assim como a existência de “role models, salientando exemplos positivos”.

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Após a entrega dos prémios, os galardoados tiveram “7 dedos de conversa” com o jornalista de economia e autor Camilo Lourenço.

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A cerimónia foi encerrada com chave de ouro: o professor e antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga – presidente da comissão de avaliação dos Best Leader Awards – foi agraciado com o galardão de Knowledgement Management Leadership. O chairman do conselho geral e de supervisão da EDP, que também preside ao grupo Sapec e é administrador da Nutrinveste e do Banco Finantia, comemora 50 anos de carreira.

03-03-2016


Armanda Alexandre/Portal da Liderança