3 competências para ter sucesso numa start-up

3 competências para ter sucesso numa start-up

Trabalhar numa start-up não é para todos os tipos de personalidade. No entanto as competências práticas para ser bem-sucedido não são muito diferentes das requeridas noutras empresas. Há três que são essenciais.

Melinda Lewis

A paixão, garra e resiliência surgem em todo o lado – desde o local de trabalho às escolas – como componentes essenciais para sermos bem-sucedidos. Também se escreve muito sobre a personalidade dos empreendedores de sucesso, as suas rotinas matinais, as dietas ou o guarda-roupa. De todo este conteúdo, talvez consigamos obter insights e talvez até mesmo uma dica ou duas sobre como melhorar algo em nós próprios.

Mas, a um nível mais micro, de que forma se relaciona qualquer um destes fatores com situações difíceis no dia a dia de uma start-up é algo que, para mim, nunca fez muito sentido. Nunca pensei que a paixão pudesse ser a solução mágica para resolver desafios. E, embora a garra (grit) seja um tópico popular, tem certamente as suas limitações. Além disso, é só quando as coisas não estão a correr bem que noto que as pessoas falam sobre ser-se resiliente.

O trabalho árduo numa start-up não é para todos os tipos de personalidade, no entanto as competências práticas necessárias para ter sucesso não são muito diferentes das requeridas noutros empregos. Na qualidade de alguém que trabalhou para start-ups nos últimos dez anos, há três competências práticas que considero essenciais para quem estiver a considerar trabalhar numa start-up:

- Comunicação. As competências necessárias para comunicar de forma inteligente e eficaz em todos os dispositivos exigem um compromisso com a conscientização. Sem consciência, a troca de ideias é limitada. Quando as equipas de uma start-up não conseguem comunicar de modo eficaz, tal não afeta só os relacionamentos entre os colaboradores como também a evolução da própria start-up. Como qualquer competência, a comunicação pode melhorar com a prática de ouvir, de escrever e de falar.

- Flexibilidade. Costumava ser pergunta obrigatória aos candidatos – se poderiam dar um exemplo de como pensar “fora da caixa”. Mas se precisa de fazer uma pergunta tão rudimentar numa entrevista para uma start-up, então não deveria estar numa start-up. Ser flexível começa na mente, e tudo está fora da caixa, porque, para começo de conversa, não há qualquer caixa. Embora não exista uma maneira infalível de medir a flexibilidade de forma quantitativa, o clichê de “usar muitos chapéus” é uma boa metáfora para descrever como uma start-up exige que os funcionários realizem várias tarefas.

- Responsabilidade. Sermos totalmente responsáveis pelas nossas ações é de vital importância quando se trabalha num ambiente start-up. Isto porque, numa start-up, uma pessoa pode ser responsável pelo trabalho que uma equipa inteira está a fazer para uma empresa de maior dimensão. Se uma pessoa tem receio de assumir compromissos ou de ficar responsável por projetos, é um indicador-chave de que a maioria das funções numa start-up não será adequada para essa mesma pessoa.

07-09-2018


Portal da Liderança


Melinda Lewis Small

Melinda Lewis é uma profissional e instrutora de marketing digital sediada na Baía de São Francisco, nos EUA. Formada na School of Foreign Service da Universidade de Georgetown, em Washington, D.C., trabalhou no México, em Espanha e na França. Em 2016 foi considerada uma das consultoras de marketing Best ProFinder do LinkedIn (a plataforma ProFinder faz a ligação entre os consumidores e pequenas empresas a serviços de profissionais freelancers). Melinda dá ainda aulas de marketing, tendo lecionado Negócios Internacionais e Comunicações Interculturais em Paris num curso de verão entre 2013 e 2016.
Melinda Lewis trabalhou como consultora na Leadership Business Consulting em São Francisco, no desenvolvimento de novos negócios para start-ups portuguesas e dando apoio num programa de inovação em Silicon Valley.
Autora e ávida viajante, gosta de escrever sobre o futuro do trabalho, a sociedade e as nuances culturais. Aliás, prepara-se para lançar o último livro da trilogia “A Millennial’s Journey to Pay Off Student Loans” – “One Way Home”.