Golfo Pérsico – Problemas no(s) paraíso(s)

Golfo Pérsico – Problemas no(s) paraíso(s)

A economia da Arábia Saudita deverá sofrer a curto prazo, dado que a queda no preço do petróleo, os cortes na despesa por parte do Governo e a redução dos subsídios estão a afetar tanto as empresas como os particulares (na imagem, dados Bloomberg com base no PIB real; as estimativas de crescimento para 2016 e 2017 são calculadas a partir da média obtida com as previsões de 13 economistas consultados pela agência de notícias financeiras).

O crescimento económico no Golfo Pérsico está a abrandar. O FMI - Fundo Monetário Internacional prevê um défice orçamental de 12,3% na produção económica deste ano para os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG, liderado pela Arábia Saudita, e composto pelo Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar). Antes do ano passado, em que os preços do petróleo afundaram 35%, há que regressar à década de 1990 para encontrar outra coisa que não excedente.

A realidade até agora tida como certa numa região rica em petróleo está a ser substituída por algo já bem comum no mundo ocidental: cortes nos gastos, impostos, escassez de postos de trabalho e até mesmo greves. Há um descontentamento crescente entre as jovens populações, numa altura em que as seis monarquias do Golfo Pérsico se defrontam com o facto de o colapso nos preços da energia estar a fazer mossa nos seus Orçamentos.

Os indivíduos com idade inferior a 30 anos representam mais de metade dos 44 milhões de habitantes nos membros do CCG. Apesar de a riqueza do Qatar ou a dos Emirados Árabes Unidos terem sido pouco beliscadas, os restantes Estados têm de se acostumar a um futuro com menor abundância. As respostas variam, mas as seis monarquias estão cientes dos perigos inerentes a uma população jovem descontente.

Fonte: Bloomberg

21-10-2016


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