Computadores nas escolas – um apoio ou um empecilho?

Computadores nas escolas – um apoio ou um empecilho?

Nos países da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico 96% dos estudantes com 15 anos tinham, em 2012, um computador em casa, e 72% tinham acesso a um PC, a um portátil, ou tablet na escola, de acordo com um relatório da entidade de 2015 que analisa os mais recentes dados do PISA (Programme for International Student Assessment), avaliando como a utilização da tecnologia na educação mudou nos últimos anos e como tem afetado a aprendizagem.

O relatório refere que mais de metade dos estudantes na Dinamarca, em Israel, na Suécia, na Noruega e na Finlândia começou a usar computadores aos seis de idade ou antes (nos países da OCDE o valor está mais perto de um terço).

Os estudantes que usam os computadores de forma moderada na escola tendem a ter um melhor desempenho que aqueles que raramente os utilizam, conclui o documento. Mas tal não melhora necessariamente os resultados. Os alunos que são utilizadores frequentes na escola tiveram piores resultados que os pares, mesmo tendo em conta o enquadramento do background e da demografia.

O PISA testou o desempenho da leitura digital dos alunos em mais de 30 nações e economias da OCDE, e concluiu que as crianças com bons resultados são as que têm bom desempenho em testes de leitura. Singapura, Coreia, Hong Kong, Japão e Canadá têm pontuação alta nos testes de leitura digital – resultado em linha com o desempenho em testes de leitura. Surpreendentemente, como se pode ver no gráfico, as crianças na maioria destes países passavam menos tempo online durante o horário escolar. Como referem os responsáveis da análise, “se se olhar para os sistemas de ensino com melhor desempenho, como os do leste asiático, têm sido muito cautelosos quanto ao uso de tecnologia nas salas de aula”.

No geral, o estudo refere que os países que têm investido mais nas TIC (tecnologias de informação e comunicação) nas escolas não viram “qualquer melhoria substancial no desempenho dos resultados no PISA em leitura, matemática ou ciência”. No entanto, a tecnologia tem o seu lugar nas escolas, e a OCDE observa que os benefícios reais das TIC na educação ainda têm de ser plenamente apercebidos e explorados. E adianta que os computadores devem continuar a ser uma parte fundamental da vida escolar, em conjunto com os métodos de ensino tradicionais.

Fontes: OCDE/BBC/Fórum Económico Mundial

17-05-2016


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