Suíça: distribuir ou não dinheiro pelos mais desfavorecidos?

Suíça: distribuir ou não dinheiro pelos mais desfavorecidos?

Por esta altura os suíços debatem se faz sentido pagar 2.500 francos (pouco mais de 2.250 euros) por mês às pessoas para não fazerem nada, diz a Bloomberg. Isto porque o país vai votar a 5 de junho se o Governo deve introduzir o rendimento mínimo em substituição de vários benefícios sociais. Embora os impulsionadores da iniciativa não tenham previsto um teto máximo, sugeriram 2.500 francos por adulto e um quarto desta quantia por criança.

Este valor, apesar de bom, mal passa o limiar da pobreza naquele que é um dos países mais caros de se viver no mundo – em 2015 cerca de uma em cada oito pessoas na Suíça estava abaixo do nível, de acordo com estatísticas oficiais, o que é mais que na França, na Dinamarca ou na Noruega. Entre os helvéticos acima de 65 anos de idade, um em cada cinco está em risco de se tornar pobre. Ou seja, há algumas pessoas que não têm dinheiro suficiente, e há aquelas que trabalham mas não ganham que chegue para fazer face ao nível de vida.

Esta não é uma ideia nova: há países que já mostraram interesse no conceito, como o Canadá, Holanda e a Finlândia (neste último iniciou-se um estudo preliminar o ano passado).

Mas, em solo suíço, o mais provável é a proposta nem sair do papel, de acordo com as sondagens realizadas. E tendo em conta a oposição do Governo, que afirma que tal medida significaria o enfraquecimento da economia, com impostos mais altos, a criação de desincentivos ao trabalho e iria causar uma escassez de competências. Economia que já está debilitada com a força do franco, enquanto as empresas advertem que vão transferir a produção para locais menos caros para reduzir os custos.

Fontes: Bloomberg/Eurostat

24-05-2016


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