Aquela pequena mudança que alavanca a produtividade e a confiança da equipa

Aquela pequena mudança que alavanca a produtividade e a confiança da equipa

Incentivar as pessoas a trabalhar a partir de casa não só é bom para os funcionários como também pode ajudar a aumentar a confiança interna e a impulsionar a produtividade da própria empresa, de acordo com o americano MIT.

O programa para executivos da MIT Sloan School of Management concebeu um sistema de horário flexível em que uma equipa de 35 funcionários foi incentivada a trabalhar a partir de casa pelo menos dois dias por semana – os colaboradores podiam fazer o horário que mais lhes convinha, e não se esperava que estivessem ligados/acessíveis 24/7; estava ainda previsto que fossem ao escritório pelo menos um dia por semana.
Após o período de teste/à experiência de seis meses, 100% da equipa declarou que recomendaria o trabalho remoto/a partir de casa. Os funcionários sentiam-se menos stressados, e não terem de fazer a viagem casa-trabalho-trabalho-casa também teve um grande impacto nos níveis de stress.

Flexibilização = ganhos financeiros + confiança
Peter Hirst, associate dean do programa de Educação Executiva no MIT, refere os resultados num artigo na Harvard Business Review. O investigador declara que, ao reduzir o número de dias em que os trabalhadores tinham de se deslocar à empresa, foi eliminado um ponto fulcral criador de stress. “Este benefício deve levar a funcionários mais saudáveis ​​e felizes, que faltam menos dias por motivo de doença”.
Também se notou que a flexibilização do tempo/horas de trabalho aumentou a produtividade dos colaboradores e, consequentemente, originou ganhos financeiros. A maior flexibilidade não só deixou os funcionários mais satisfeitos, com melhor saúde e mais produtivos, como também aumentou os seus níveis de confiança. Como denota Peter Hirst, os líderes têm de confiar nas pessoas com quem trabalham, “que são profissionais que sabem o que tem de ser feito, independentemente do local onde trabalham”. O que só vem reforçar a ideia de que as práticas de trabalho tradicionais que exigem horas de funcionamento específicas e rigorosas pode indicar uma falta de confiança nos colaboradores. O programa do MIT, ao permitir horários flexíveis, mostrou aos funcionários que a instituição deposita confiança neles – e constatou-se que 62% sentiram um maior nível de confiança e respeito por parte do empregador.
Um estudo da americana Society for Human Resource Management, de 2014, também relata que mais de 80% dos sistemas de trabalho flexíveis são bem-sucedidos; e que se notou um incremento na produtividade em alguns dos trabalhadores que passaram a ter um horário flexível, bem como uma diminuição nos dias de doença. 

Flexibilidade = maior competitividade
O trabalho flexível é cada vez mais visto como uma necessidade que as empresas precisam de adotar. De acordo com uma análise realizada pela britânica Powwownow, acima de 82% dos entrevistados sentem-se mais produtivos quando trabalham a partir de casa. Do lado dos empregadores, mais de 60% declaram que o trabalho flexível é crucial para se manterem competitivos; e 77% acreditam que o trabalho flexível leva a um melhor equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, bem como a uma força de trabalho mais motivada, o que, por seu turno, aumenta a produtividade dos colaboradores. Quanto à diferença de géneros, as mulheres pedem com maior frequência um sistema flexível em relação aos homens, pois querem passar mais tempo com os filhos. No entanto, as mulheres em lugares de chefia tendem a ser menos confiantes quando um funcionário pede para trabalhar com um horário flexível. O setor de TI é o mais popular na adoção desta forma de trabalho, com mais de 68% dos respondentes a optarem por esta via. Para Jason Downes, managing director na Powwownow, “o trabalho flexível está a tornar-se numa necessidade”. As empresas “precisam realmente de abraçar” esta maneira de operar “para se manterem competitivas”.

24-03-2017


Portal da Liderança